fevereiro 27, 2005

Adaptação

«Tu és aquilo que amas, não o que te ama a ti
in Adaptation - de Spike Jonze.

Nós somos o que amamos. Vivemos do amor que sentimos. Mas na fase do crescimento emocional, da formação da personalidade, nós somos o que significamos para os outros. Ser amado nessa altura cultiva-nos o ego, a auto-estima, a ambição... e a própria capacidade de amar. O contrário torna-nos inseguros, medrosos e... frios.

Somos aquilo que amamos. Mas seríamos capazes de amar perdidamente, se ao longo da vida nunca tivéssemos sido amados?

E a cada desilusão, a cada coração partido, essa capacidade de amar não diminui?

Quantas vezes é preciso ficar mal-de-amor, para deixar de [ser capaz de] amar?

Quantas vezes é preciso amar, para encontrar o grande amor?


Comentários

Depois do amor já não voltamos a ser livres. Ficamo-nos pela solidão.

Endrominado por: O Silva em março 1, 2005 09:42 PM

Depois do amor já não voltamos a ser livres. Ficamo-nos pela solidão.

Endrominado por: O Silva em março 1, 2005 09:42 PM

Depois do amor já não voltamos a ser livres. Ficamo-nos pela solidão.

Endrominado por: O Silva em março 1, 2005 09:37 PM

Acho que muitas... mas até hoje não encontrei o meu (e devo ter aí uns 20 anos a mais que você)e não perdi as esperanças!

Endrominado por: Deméter em fevereiro 28, 2005 09:45 PM

Eu acho...(o que é que eu acho?...)...
Eu amo sempre com a mesma intensidade, como se fosse o primeiro amor, numa entrega total.
A idade, apesar de não ter assim tanta,não me faz amar menos. Mais cautelas talvez. Talvez fiquemos mais selectivos agora dai a uma menor entrega.. não acredito.
E os desgostos de amor, as vezes que "partimos a cabeça", na hora em que nos encantamos pelo outro, já não nos lembramos.
[já tive para comentar este post umas 4 x mas a verdade é que defenir o amor é...pois!
É pele
É um bem querer
É não ver nada para alem do outro
É...
(acho que isto é paixão :-) ]
Ok. Vou ali respirar um bocadinho, ver se apanho uma aragem e se ponho as ideias em ordem. Entretanto se te souber responder de forma concreta digo-te.

Endrominado por: Lyra em fevereiro 28, 2005 08:10 PM

Oh Inês também não é preciso ofender uma pessoa!!
Olha, os homens que eu conheço (e é que já são uns quantos) sempre me venderam mil e uma ilusões e fantásticas histórias de romance, mas depois era só "canção do bandido".
Ficaram os cacos, que é o que eu costumo chamar às feridas do coração partido e a gente já não consegue colá-los direitinhos.

Endrominado por: Natacha em fevereiro 28, 2005 08:01 PM

Porra, pa!!! Não sei, pá!!! Mas acho que não, pá. Acho que sim, que não, pá!
Temos que ver que demora a cicatrizar, pá!
Tens que amar com tanta força que contagia, pá!
É vencê-las pelo cansaço, mas se tiveres força, pá!

Endrominado por: Holofote Fundido em fevereiro 28, 2005 07:59 PM

Nada me faz tão feliz como amar alguém mais do que a mim próprio!

Endrominado por: Beto em fevereiro 28, 2005 05:36 PM

é nosso aquilo que de nós nos outros fica.

cumprimentos

[obrigado pelo link]

Endrominado por: fdv em fevereiro 28, 2005 05:05 PM

"Tu serás o princípio
e o meu fim

Pegando mal de amor
em chama alta

Vulcão em desacerto
e fogo posto

Tão grande que ele é
e já me mata"

por Maria Teresa Horta.

Endrominado por: Sôfrega em fevereiro 28, 2005 04:33 PM

Não amem que não vale a pena. Mas fodam muito.

Endrominado por: Jaime Andrajoso em fevereiro 28, 2005 04:13 PM

Eu acho que sim, porque só um idiota não vai perdendo essa vontade de amar com o sofrimento que lhe vão causando os amores não correspondidos.

E ao fim de tantas desilusões, a gente deixa de acreditar e podemos ter o amor mesmo à nossa frente, que já nem percebemos.

O grande amor pode aparecer logo à primeira completamente por acaso, ou não aparecer nunca por mais que se ame e procure por ele.

Endrominado por: Margarida Santos em fevereiro 28, 2005 03:50 PM

monstro horrendo! o que eu tenho aprendido! boa escolha, gostei. obrigada. beijinhos

Endrominado por: fada em fevereiro 28, 2005 03:26 PM

Querida Fada,

Pode ter banda sonora e tem. Por baixo do avatar de BD, na coluna da direita, está sempre um videoclip para se ouvir enquanto se lê os posts. É só calcar em 'Watch'.

Se eu tivesse mais tempo para me dedicar ao HTML, ia mudando a música, conforme o estado de espírio, ou o post, mas assim vai ficando uma canção de que gosto [e cujo video está disponível de forma gratuita] até que eu me farte dela.

Beijinhos.

Endrominado por: Gigante monstro horrendo AdamastoR em fevereiro 28, 2005 03:08 PM

Aquilo é verdade: nós temos a liberdade de amar quem quisermos. Mesmo o miúdo mais feio e impopular, pode-se apaixonar pela miúda mais gira do liceu!
Mas à medida que vai percebendo qque nunca a terá, o menino tímido vai ficando cada vez mais inseguro, mais incapaz, e menos hipóteses tem de conseguir um grande amor. Acho qque essa é que é a mensagem do "Inadaptado".

Endrominado por: Rui Lage em fevereiro 28, 2005 02:53 PM

demais comentaristas:
por favor ignorem este intervalo entre inês e fada, siga a conversa dos amores.
inês:
encontrei. obrigada. até logo ;)

Endrominado por: fada em fevereiro 28, 2005 02:52 PM

ó Inês! se calhar os homens das brigadas leram. A mulher não. Anda pr'áqui a falar de amores.

Onde está o que escreveste?

Endrominado por: fada em fevereiro 28, 2005 02:24 PM

ó brigadas, leram o post que eu escrevi sobre o artigo da pública de domingo?

Endrominado por: Inês em fevereiro 28, 2005 02:03 PM

bai de uei
o Nicolas Cage é o homem feio mais bonito do mundo!

Endrominado por: Inês em fevereiro 28, 2005 02:03 PM

ó natacha, fala por ti, está bem? mulheres há muitas! E nem todas andam à procura do príncipe encantado... E o que dizer de "os homens não amam"? Não te amam a ti, se calhar, não?
Adiante. quanto a mim, acho que uma desilusão ou o fim de um amor só pode servir para aproveitarmos ao máximo o seguinte, sem perder tempo, antes que acabe!

Endrominado por: Inês em fevereiro 28, 2005 01:59 PM

O gajo é um frustrado e inseguro porque o irmão sempre lhe ficou com as namoradas todas... e depois quando se entrega ao amor, ela já tem "outra pessoa".
É que o problema é sempre esse - o coração partido!

Endrominado por: Abílio em fevereiro 28, 2005 11:18 AM

O maior problema aqui é q vcs homens n amam mesmo, vcs só se apaixonam, e quase todos os dias e dura muito pouco. As mulheres passam a vida à procura do príncipe encantado e ás vezes demoramos muito tempo a perceber que não existe nenhum...

Endrominado por: Natacha em fevereiro 28, 2005 10:58 AM

Acho que tu tens razão, porque nós vamos nos adaptando, vamos crescendo com o amor que sentimos e com o amor que nos é dado e vamos aprendendo a amar e também vamos amadurecendo a forma de amar e moderando a intensidade, para se prolongar no tempo, em vez de ser fulminante e depois se esvair em lágrimas.

Endrominado por: Benedita em fevereiro 28, 2005 10:32 AM

Eu acho que também fiquei mais cauteloso com o passar dos amores, e mais desconfiado e já não me entrego assim.

Endrominado por: Jorge Lima em fevereiro 28, 2005 10:27 AM

Tretas!
Podemos ter a idade que tivermos, quando nos dá para cair de quatro, caímos, ficamos como putos, tudo parece ser novo, repetimos erros, enfim, volta-se à estaca zero, paixão é assim mesmo...
Mas amor de imaginar o que será envelhecer ao lado de outra pessoa não tem que ser diferente, basta manter a capacidade de dar valor às coisas pequenas.
Basta ser criança por dentro.
Afinal de contas, isso até é o segredo para muita coisa: morrer novo, após muitos anos de vida.

Endrominado por: DCveR em fevereiro 28, 2005 09:07 AM

excelente filmaço!!

Endrominado por: jorge em fevereiro 28, 2005 03:42 AM

Bom, já vi que hoje está tudo á espera dos Óscares como eu!!
O amor, o amor... é a coisa em que mais pensamos e é a coisa que menos conseguimos perceber. Eu cá só sei que amamos muito poucas vezes, mas aquele ditado é mesmo verdade "não há amor como o primeiro".

Endrominado por: Conde de Sabugueiro em fevereiro 28, 2005 01:29 AM

No amor não há auto-didactas. Precisamos de algumas referências, por isso é que penso que para saber amar (e não apenas amar) é preciso ter sido amado.

Endrominado por: O_Puto em fevereiro 28, 2005 01:27 AM

Mas é que eu não sei muito bem qual é o "grande amor". Se é aquele amor constante e sereno, ou aquele amor que foi fulminante e arrebatador, mas que desapareceu tão rápidamente como surgiu?!!

Endrominado por: Paula T. em fevereiro 28, 2005 01:20 AM

monstro horrendo
os blogs não podem ter música? este post devia ter banda sonora.

Endrominado por: fada em fevereiro 28, 2005 12:55 AM

Estou completamente passado. :0
É que me deixaste aqui a pensar um bom bocado e não sei...

Endrominado por: Klank em fevereiro 28, 2005 12:41 AM

Grande amor há um só. E eu deixei-o fugir!

Endrominado por: Castiço em fevereiro 28, 2005 12:08 AM

Nã, nã, AMR.
Se, a cada novo amor, tudo parece menos novo, menos fresco, é porque essa capacidade de amar, de inventar, de dar frescura, te vem de fora e não de dentro e não encontra em ti o reflector de que precisa. Ou seja, até terás razão. Se não quiseres, o amor não te encontra, não se infiltra em ti. E, aí concordo com o post do monstro horrendo. Ou o amor, e a capacidade de amar, nos é ensinada em pequenos, bem cedo, e fica ali latente, eternamente capaz de se acender, ou nunca seremos capazes de reconhecer a hipótese de um amor e de o transformar no amor perfeito. O amor perfeito, sempre fresco, novo e viçoso, depende de cada um de nós. Nós somos reflectores, potencializadores. E essa é a única liberdade que o amor nos dá: podemos ou não aceitá-lo. Mas uma vez aceite, ui..., lá vamos nós, sabe-se lá para onde. O que é, afinal, a graça do amor. Porque o grande amor, deve sempre ser o próximo.
Concordem comigo, se faz favor. :)))

Endrominado por: fada em fevereiro 27, 2005 11:57 PM

A fonte do amor vai secando, e a cada amor tudo parece menos novo e menos fresco e nós renovamos energias com mais dificuldade e já não nos iludimos como se fosse a primeira vez.

Endrominado por: AMR em fevereiro 27, 2005 11:33 PM




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