I'm the best at what I do
but what I do isn't very nice
A idade de ouro da Banda-Desenhada tinha acabado. Estávamos nos anos 70 do século passado e heróis tremendos como Homem-Aranha, Super-Homem ou Bat-Man, viviam apenas do estatuto e da popularidade angariadas, com mais saída em filmes ou séries de TV, que nos livros. Personagens novos iam surgindo, em catadupa, mas lutavam para conseguir mais que meia-dúzia de aparições. As poucas excepções não disfarçavam um cenário que, não sendo de crise total, andava bem longe das saudosas décadas anteriores.
Um só personagem mudou tudo isto.
Politicamente correctos e certinhos, os comics deram uma volta de 180º, da noite para o dia. Os responsáveis foram Len Wein, John Romita e Dave Cockrum, encarregues de salvar uns X-Men cuja popularidade se esfumava.

Para além de Colossus, Storm, Night Crawler e Linx, um tal de Logan [recuperado da última página de uma estória de Hulk] mostrava-se o oposto de tudo a que estávamos habituados: não hesitava em usar a violência extrema para atingir os seus fins [mesmo contra agentes da autoridade] e vivia numa angústia anti-social constante, desobedecendo a padrões de moral considerados obrigatórios. Sobre o seu passado, não sabia porra nenhuma e isso também alimentava estórias mais ricas que o habitual - muitas delas passadas em Hong-Kong e Tóquio, umas quantas no Pólo Norte.
Tal como os restantes X-Men, Wolverine era um mutante. Mas não me recordo de ver "super-poderes" que superassem aquelas garras de adamantium, que irrompiam dos nós da mão e lhe compunham o esqueleto. E a raiva que se via no olhar, a sensação que nada havia a perder e que tudo era possível, davam origem a estórias mais ricas e mais interessantes. Nem sequer vou mencionar o cabelo azul e aquele penteado... Os adultos voltavam a comprar livros de BD em força.
São duas dessas estórias que o pasquim Correio da Manhã disponibiliza este Domingo, na Série Ouro [que nem sempre é interessante], por apenas 6,40 euros. Duro de Matar e Combate Mortal são duas longas tramas consideradas das melhores de sempre. O traço de ambas é de Leinil Francis Yu, recaindo os argumentos a Warren Ellis e Chris Claremont.
xabe tanto, professorinho/a!
Desculpa!!!!????
O Surfista Prateado sim, por favor. A seguir ao Wolverine é ele!!! Gostava mesmo de ver um post do Adamastor sobre o Norrin!!
O Surfista Prateado, não, por favor.
O homem era maníaco-depressivo.
Muitos parabéns pelo post.
Já agora, e bater no recente filme dos 4 fantásticos e uma séria homenagem ao grande Sin City?
Abraço
Também é o meu super-herói preferido, porque os outros são todos muito betinhos!! Obrigado pelo enquadramento histórico da personagem!!
Nem a propósito: é a personagem que me representa no Blog dos Putos. Grande texto.
Já cá cantam :)))
(e ainda estou à espera do post sobre o Norrin Radd...)