janeiro 05, 2006Wasted yearsFoi uma experiência traumatizante, daquelas que nos fazem parar quedos e olhar para trás, se não com arrependimento, deveras com uma vergonha cabisbaixa e proeminente rubor na face. Foi-me dado a reler coisas que escrevi há quase dez anos, durante o reencontro ocasional com uma colega de Faculdade. Em fitas lilazes e sedosas assinadas por mim, figuravam referências ao local onde me encontrava aquando da abordagem dos finalistas. Não se tratava da sala de aulas ou de um corredor barulhento, nem do auditório, ou da biblioteca, muito menos de um estúdio de aulas práticas, nem sequer do refeitório. Era o bar da esquina, no Poço do Borratém - a saudosa Tasca do Lagarto. Em todas as dedicatórias, de uma turma inteira que vai reunir esses testemunhos em livro de souvenirs [vá-se lá saber porque superstição], lá vinha uma referência minha ao dono da Casa de Pasto ou à sua inflada esposa, aos azulejos verde-esbatido e às mesas de madeira tosca com oleado quadriculado, aos tremoços e às canecas vazias espalhadas... Eram referências claras e constantes, em cada uma das dedicatórias que escrevi... umas trinta. O rubor permanece. Comentários
Tivemos uma discussão muito interessante no outro dia sobre isto dos blogues, porque todos frequentamos vários muito regularmente sem nunca comentar, mas acabamos sempre por falar neles e nos assuntos que eles abordam e estávamos a falar dos blogues famosos e de como não gostamos de nenhum, nem sequer do Abrupto, que já anda muito repetitivo e confuso, cheio de cartas dos leitores e citações mais ou menos conhecidas. Houve uma coisa em que todos estávamos de acordo, é que os blogues mais interessantes não têm mais que mil leitores por dia, nem aparecem noticiados nos jornais e nas polémicas, nem naquelas listas de "os melhores blogues do ano" que se organizam aqui e ali e que escolhem sempre os mesmos, mas são os que estão melhor escritos e que são mais originais e espontâneos. Mas são, como se dá a entender ali no canto, outsiders. Quer dizer, não são blogues banais, daqueles egoístas e dedicados só a banalidades fúteis, são blogues muito cultos, irónicos e verrinosos, mas muito discretos apesar de frontais. E nós gostamos disso e só por isso é que quebrei a regra máxima de nunca dar postas de pescada. Nunca te arrependas! De certeza que contribuiste para transformar a tasca num respeitável bar-restaurante! lol Endrominado por: Renni em janeiro 6, 2006 09:22 PME conseguiste acabar o Curso ou, já não te lembras??! Hehehehe!! Endrominado por: Beto em janeiro 6, 2006 05:43 PMSURFISTA ??? hahaha tinhas uma yamaha DT, um capacete "Shoey" e um blusão de penas de pato né ?? hehehe Endrominado por: Sam em janeiro 6, 2006 04:52 PMEu acho que te conheço! És um rapaz alto, que foi surfista e que ia muito ao Incógnito, não és?? ;) Endrominado por: Sílvia em janeiro 6, 2006 03:40 PMIsso só significa que os caloiros sabiam onde te encontrar!! lol Endrominado por: Zé Quim em janeiro 6, 2006 03:24 PMMas que se passa? Ninguem aparece ? Já é Sabado??? Endrominado por: Sam em janeiro 6, 2006 02:59 PMPenso que nunca é demais reflectir numa questão que eu penso que está bem colocada neste texto ( e penso tê-lo entendido bem ) a questão é a seguinte e acho que toda a gente aqui concordará comigo :ONDE ANDA A PIPINHA ??? PIPIIIIINHAAAAAA !!! Endrominado por: Sam em janeiro 6, 2006 09:38 AMSignifica que valorizas e partilhas o que tens, o que observas, o que faz parte do teu contexto - logo, pões nas fitas - enquanto os teus ideais e o que queres atingir, aqueles aspectos menos terrenos (não sei se será o termo), preferes guardar para ti. Este blogue é assim também, parece-me. Endrominado por: Filipa em janeiro 6, 2006 12:39 AM"Wasted"? Não terão sido antes bem aproveitados? (na minha caricatura de curso, o que mais se evidencia é um conjunto de dados de poker e uma cigarreira vazia. Gosto dela assim. Aliás, prefiro ver lá os dados do vício do que os calhamaços da marrona) Endrominado por: Hipatia em janeiro 6, 2006 12:03 AM |