janeiro 24, 2006

segundo serviço


Match Point [Jonathan Rhys Meyers e Scarlett Johansson]


Ninguém imaginaria fazer a Scarlett Johansson o que Woody Allen lhe faz, em Match Point. Felizmente, faz-lhe coisas bem melhores, antes disso. O filme é perfeccionista, da banda-sonora ao humor negro, do countryside verdejante à tranquila Sheperds Bush, das salas amplas e labirínticas da Tate Modern à vista panorâmica sobre o Tamisa.

Mas afinal, vale mais ter sorte, ou ser bom?


Comentários

são frescos, são...
e as circunvalações muito sinuosas.
just checking!

Endrominado por: Inês em fevereiro 12, 2006 10:28 AM

Inês: tu sabes que os teus neurónios estão frescos e percebes sempre tudo à primeira...

Endrominado por: fada em fevereiro 12, 2006 01:47 AM

Fada: o teu 1/4 começa na cena da aliança que não cai ao Tamisa?

Endrominado por: Inês em fevereiro 11, 2006 04:44 PM

repito-me...afinal a idade não perdoa...

Endrominado por: fada em fevereiro 11, 2006 03:43 PM

Inês, inda bem que me sossegas.

Endrominado por: fada em fevereiro 11, 2006 03:41 PM

Inês, inda bem que me sossegas.

Endrominado por: fada em fevereiro 11, 2006 03:41 PM

Ah, é verdade: respondendo ao Monstro - Sorte, claro. O talento não serve para nada se não tiveres sorte.
Eu costumo ter sorte, mas ando numa maré de azar tal, que começo a achar que devia era ter doseado até ao fim dos meus dias a sorte que me calhou em vez de ter andado por aí a esbanjá-la.

Endrominado por: Inês em fevereiro 11, 2006 01:35 AM

Não estás velha, Fada. Já viste foi muitos filmes do Woody Allen, o que não é difícil dado que a criatura produz que se farta.
Percebo os teus 3/4, mas consegui sair do cinema com aquela satisfação de ter visto um autêntico Woody.
Quase desisti dele depois daqueles dois filmes pavorosos que fez de seguida: Mighty Aphrodite e Everyone Says I love you. Até aí tinha papado tudo sem nada a apontar. Depois fez mais uns, pronto, que se viram bem e tal, até que me reconquistou com o Hollywood Ending.

Endrominado por: Inês em fevereiro 11, 2006 01:27 AM

Filipa,
Acho que a Scarlatina não terá cura!

Endrominado por: moStrenGo em fevereiro 1, 2006 01:33 AM

Fada, também não digo genial! Porque o Woody elevou-nos o patamar, mesmo com filmes ainda menos geniais, nos últimos tempos. Mas se fosse obra de doutro gajo qualquer.. diríamos sem hesitar.

Endrominado por: moStrenGo em fevereiro 1, 2006 01:31 AM

xoda-se... claro que tem piada! Claro que é um filme inteligente, claro que é woody allen, claro que nada ali é acaso, claro que tudo está carregado de significados, acho que apanhei quase todos mas... apetecia-me mais. Queria dizer "genial"! Senti-me gozada. Durante 3/4 do filme não me surpreendi. Estou velha...

Endrominado por: fada em fevereiro 1, 2006 01:22 AM

xoda-se... claro que tem piada! Claro que é um filme inteligente, claro que é woody allen, claro que nada ali é acaso, claro que tudo está carregado de significados, acho que apanhei quase todos mas... apetecia-me mais. Queria dizer "genial"! Senti-me gozada. Durante 3/4 do filme não me surpreendi. Estou velha...

Endrominado por: fada em fevereiro 1, 2006 01:21 AM

E é verdade, pois, tem... a Scarlett Johansson. Ou seja, é filmada apaixonadamente uma mulher. Totalmente à Woody Allen! E esta já foi apanhada,consta que será a estrela do próximo filme dele (se entretanto não se fartar de a ver na tela, já que pelas bandas da indústria cinematográfica americana toda a gente parece toda ter apanhado "scarlatina") ;-)

Endrominado por: Filipa em fevereiro 1, 2006 12:49 AM

Fada, tem piada, tem. Eu achei. Mas isto sou eu que gosto de humor negro.
E gostei da forma como Woody se adaptou a Londres, a tornou cúmplice na trama [as cenas na labiríntica Tate Modern são Allen em grande forma e se não reparaste nos quadros escolhidos para os enquadramentos, repara melhor] e até se serviu da chuva obrigatória, mas evitou o smog, ou a melancolia adjacente, e filmou nela a cena de sexo que retrato na posta. E o final tem piada, também, mesmo sendo feliz.
Depois... há a Scarlett Johansson.

Endrominado por: moStrenGo em janeiro 31, 2006 11:56 PM

É engraçado... Eu gosto do Woody e sigo-o desde o início dos anos 80 (embora tenha visto os anteriores, mas não todos) e não me senti de modo algum defraudada com este filme...
Estão lá os interiores, o urbano/bairro com os carros nas ruas, a vida das pessoas, os personagens esquizofrénicos mais ou menos cómicos, o realismo pontuado por inverosimilhança (claro, tem que haver "romance)... É aí que está o Woody, que nos mostrou ao longo da carreira que TAMBÉM é um realizador de dramas (Melinda e Melinda, ainda do ano passado, também não tinha muitas piadas...)
Mas OK, é giro ver que mesmo entre admiradores, há cisões engraçadas. ;-)

Endrominado por: Filipa em janeiro 31, 2006 11:37 PM

Luis Filipe Jorge foi muito bom a falar aqui sobre o filme. E a minha sorte foi ter ido a uma sala grande, à semana, à hora do almoço. Gozei o filme pelo que vale, como o Monstro diz. De onde conclui que a sorte pode não durar uma vida. O filme não é mau. MAs não é bom. Onde está o Woody????? Sobretudo, onde estão as piadas? Só detectei duas....

Endrominado por: fada em janeiro 31, 2006 11:20 PM

Pois...eu vi este filme no domingo e fiquei com a ideia que um "gaijo" com Sorte consegue sempre vencer na vida...até matar duas pessoas (ou três) e viver em grande...embora a lição final que se tira é: "quem é criminoso normalmente não tem consciência....neste caso o Chris tinha...como tal viverá infeliz para sempre..."

Endrominado por: Elefante Branco em janeiro 31, 2006 03:49 PM

Ainda não fui ver, por isso não comento.
Quero só agradecer por serem os únicos que não se puseram a contar a história toda e o final!!

Endrominado por: Bárbara em janeiro 27, 2006 03:21 PM

1. Woody Allen deve ser o único realizador do mundo a quem os críticos atribuíram uma classificação própria: "woody allen maior" ou "woody allen menor". Não a utilizarei por ser evidentemente ridícula e porque este filme é, nas palavras de uma qualquer actriz de novelas a uma qualquer revista de TV, "diferente";

2. Woody quer ser tão diferente que troca a comédia pelo drama, Nova York por Londres, o jazz pela ópera, as one-liners por parágrafos sensaborões sobre a culpa e o desejo, enfim, tão diferente que até se anula do filme (e não apenas como personagem);

3. O Rhys Meyers, além de surpreendentemente canastrão, teve bem mais química com Ewan McGregor, em Velvet Goldmine, do que nesta película com "la" Scarlett;

4. Aliás, Scarlett e Jonathan são tão parecidos que mais parecem irmãos. Se a ideia passasse por aí, quiçá sobrasse qualquer coisa de interessante;

5. Allen quer ser subtil mas falha redondamente. As referências a Dostoievsky não são discretas, até temos direito a um plano do calhamaço do "Crime e Castigo" nas mãos do protagonista; o primeiro encontro entre os mútuos objectos de desejo, na sala do pingue-pongue, pretende simular as velhas cenas de sedução que fizeram história nos primeiros clássicos do cinema mas, para ser franco, já vi mais subtileza em certos vídeos porno - o engate é tosco, rude, mal conseguido;

6. A Londres deste filme é uma miscelânea de cartões-postais, e mesmo assim filmados com mal confessada vergonha. O realizador não parece, claramente, à vontade neste cenário;

7. Na minha opinião, Matchpoint daria uma excelente curta-metragem: o bom prólogo, o brilhante epílogo e duas ou três cenas pelo meio. Tudo o resto, e estou a falar de uns bons 80% do filme, faz lembrar os pastelões à James Ivory;

8. Woody Allen parece ter caído na sua própria armadilha, a que revelava no "twist" de Hollywood Ending: a crítica americana arrasa o filme de um realizador vítima de cegueira psicossomática (e não confessada) mas a crítica europeia, em especial a francesa, tece loas à obra. A este pesadíssimo, trapalhão e por vezes inverosímil "Matchpoint", para levar os críticos do Público ao orgasmo, só lhe falta mesmo ser falado em francês;

9. Num filme sobre o acaso e a importância da sorte e do azar, o realizador caminhou sobre uma linha demasiado ténue: ao filmar a aristocracia britânica de forma tão académica, onde todos são uma caricatura de tédio, snobismo e aborrecimento, dificilmente não resultaria um filme entediante, snob e aborrecido. Teve azar;

10. Poupo-vos aos detalhes patéticos do crime e ao storyline - porque, apesar de tudo, odeio os tipos que me estragam a ida ao cinema por revelarem a história mas sempre vos digo que a sinopse desta película não seria desdenhada por Tozé Martinho;

ps: "Allen's menores"?! Dêem-me uma "Maldição do Escorpião de Jade" anytime!

Endrominado por: Luis Filipe Borges em janeiro 27, 2006 02:30 AM

Amiga Carla das certezas inquestionáveis,
O filme só reforça a dúvida.
Beijinhos

Endrominado por: moStrenGo em janeiro 26, 2006 12:10 PM

Eu sempre disse que o meu amigo era uma boa alma, pois se ainda precisa de ver filmes para responder a essa dúvida...
bem haja

Endrominado por: carla de elsinore em janeiro 26, 2006 04:20 AM

Definitivamente, um filme que não posso perder!

Endrominado por: Pipinha em janeiro 26, 2006 12:25 AM

Não sei, mas este filme é (muito) bom e tem tido sorte.

Endrominado por: gonn1000 em janeiro 25, 2006 02:20 PM

Em ambos os casos depende das circunstâncias, como o filme bem demonstra: nem a sorte, nem ser bom, têm uma definição linear. Por vezes a sorte é ultrapassar obstáculos, noutras é precisamente não o conseguir; e podemos ser bons para umas pessoas, estando a ser umas bestas para outras...Até o ser bom profissionalmente pode ter diferentes interpretações! ;-)

Endrominado por: Filipa em janeiro 24, 2006 10:24 PM

O filme deixa essa pergunta, quando se vê a sua cara de profunda tristeza, apesar dos festejos de toda a família!!

Endrominado por: Hugo em janeiro 24, 2006 08:58 PM

a Scarlett é virgem e é só minha, meus amigos.

Uma Benção †

Endrominado por: Irmão Público em janeiro 24, 2006 07:35 PM

Basta muita sorte, porque ela traz o dinheiro e depois vem o resto. Mas acho que os bons nunca têm muita sorte, não é??!

Endrominado por: Beto em janeiro 24, 2006 05:37 PM

è preciso ambos. Se fores bom e tiveres azar, não chega.

Endrominado por: Nix em janeiro 24, 2006 03:19 PM

Nós fazemos a nossa própria sorte e para isso é preciso ser bom.

Também achei o filme perfeccionista e a companhia perfeita :).

Endrominado por: Twilight em janeiro 24, 2006 03:05 PM

Dos ensinamentos do filme, eu diria "ter sorte" ;)

Endrominado por: Cientista em janeiro 24, 2006 02:02 PM




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