novembro 02, 2006

Ai

Putativamente, as máquinas que suportam o Weblog terão entrado em sobrecarga devido a excesso de tráfego. Passou-se o fim-de-semana, o feriado de finados e nem o excesso nem a sobrecarga se acalmaram pelo que continua impossível comentar nos posts do blog. Ninguém foi, portanto, nem bloqueado, nem censurado, nem sitiado. Mas que aborrece, aborrece e até refreou a publicação, assim como que remetida à solidão e ao silêncio sepulcral da ausência de opiniões.

A aeiou está a tentar que o funcionamento da caixa de comentários volte ao normal ainda hoje.

Apesar de sermos totalmente alheios [não sei se já disse que adoro esta expressão], pedimos desculpa e compreensão.


Comentários

Desculpem-me por entrar nesta discussão, mas é que acho o tema muito interessante e sou uma fã dos filmes dele: eu acho que o Spike Lee percebeu que estava a ser conotado como um realizador estéreotipado que defendia sempre os valores negros e fazia filmes virados para dentro e ele percebeu que podia ser muito mais eficaz se se tornasse um realizador virado para o "mainstream"! Acho que ele continua a abordar esses temas basta ver-mos com atenção os últimos filmes dele: ou havia uma protagonista de quem nós desconfiamos só porque é latina ("A Última Hora"), havia o desmanchar do mito do africano viril que as mulheres preferem ("Ela Odeia-me"), havia o punk que é perseguido só porque ninguém o aceita como diferente (no "Verão Escaldante") e neste "O Infiltrado" onde o inspector negro é sempre deixado para segundo plano (ele só conseguiu aquele caso porque o branco estava doente, lembram-se?) e é perseguido pelos Assuntos Internos por corru~ção e é desrespeitado pelo polícia branco que é interpretado (excelentemente) pelo William Dafoe.
Eu só tenho pena de uma coisa, é que não haja mais realizadores assim (talvez só o Michael Mann dos actuais), porque nos outros filmes os maus são sempre ou negros ou latinos ou da máfia de leste.
Lembrem-se do discurso da Halle Berry na entrega do Óscar que ela ganhou e percebam o preconceito que existe em Hollywood!

Endrominado por: Mónica em novembro 5, 2006 09:58 AM

Não é em ver diferenças, elas existem [entre homens e mulheres, por exemplo, essa diferença é salutar] é em aceitar os outros como eles são, seja qual for a sua raça, religião, extracto social, etc. e que isso não sejas mais importante que a cor do cabelo, a roupa que vestem, a música que ouvem.
Mas é melhor ficarmos por aqui, mesmo, porque já estás a chamar-me racista e acho que não era bem isso que tu querias dizer.

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 5, 2006 12:46 AM

Pois aí é que eu acho que estás redondamente enganado! O racismo existe porque as pessoas insistem em olhar para as diferenças entre as pessoas e em ver "pormenores" onde eles tanto pode estar, como não. Eu não os vi, o que é diferente de ter visto e ter ignorado. Mas estas discussões são difíceis oralmente, quanto mais pela escrita! Fico-me por aqui.

Endrominado por: Filipa em novembro 5, 2006 12:36 AM

Não, não fiz esforço para ver o racismo, estou atento a ele... Quem me dera não me aperceber dele, sequer. Mas as coisas não deixam de existir só porque olhamos para o outro lado.

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 5, 2006 12:33 AM

Estás a perguntar ou a afirmar?
Eu acho que o filme podia ser de outro qualquer que não o Spike Lee a filmar em NY e tu não conseguiste, até agora, convencer-me do contrário. Parece-me, até, que para vero "racismo que se escamoteia nas sociedades ditas tolerantes" é preciso fazer um grande esforço que eu, para precisamente querer que o racismo seja eliminado, não faço.

Endrominado por: Filipa em novembro 5, 2006 12:29 AM

A falta de subtileza caracterizava os filmes de Spike Lee?! Então, não mudou a mensagem, mas a forma de a contar?

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 5, 2006 12:23 AM

Quando a falta de subtileza era a sua principal característica, eu diria mesmo que era o que o caracterizava, mas ok, não bato mais no zezinho... :-)

Endrominado por: Filipa em novembro 5, 2006 12:20 AM

Mudou, mas não se descaracterizou, isto é.

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 5, 2006 12:18 AM

"O homem ficou mais subtil, mas não mudou"...?

Endrominado por: Filipa em novembro 4, 2006 02:11 PM

Pois eu, Filipa, acho que o Spike Lee continua escarrapachado nos detalhes e nas entrelinhas de Inside Man. O homem ficou mais subtil, mas não mudou. Quanto ao Match Point, não posso concordar mais contigo.

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 4, 2006 09:45 AM

Mas 'pera lá, a coisa não começou por ser que o Spike Lee estaria a descaracterizar-se e que tu achavas que não? Eu acho que sim, que neste filme tudo o que o marcou não está lá.
No Match Point era o contrário, ou pelo menos eu defendia o contrário: muitos diziam que o não parecia um filme do Woody Allen, muitos (entre os quais eu) diziam que o dito continuava lá escarrapachado.

Endrominado por: Filipa em novembro 4, 2006 02:51 AM

Filipa, esse argumento de que podia ter sido feito sobre outro gajo qualquer, então, podes utilizar com qualquer filme, ou não?!
Porque sendo assim, nenhuma obra é característica, nenhuma mensagem é intencional.
E a comparação com Match Point, não apanhei de todo...

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 3, 2006 06:34 PM

Resposta à primeira pergunta: o filme é sobre um assalto a um banco e consequente muito bem engendrada fuga de quem maquinou a coisa.
Segunda?
Não.
O filme podia ter sido feito por outro gajo qualquer que não o Spike Lee.
Parece a história do Match Point, mas aqui ao contrário :-)

Endrominado por: Filipa em novembro 3, 2006 06:30 PM

Argumantenhemos, então, Filipa. ;-)
Então, sobre o que achas que é o Inside Man, se não sobre o preconceito social, a xenofobia?
Eu sei que não o é exclusivamente, como é Crash, por exemplo, ou como foram outros filmes de Spike Lee... mas não sentes a temática do racismo latente?

Endrominado por: mostrengo Adamastor em novembro 3, 2006 06:00 PM

Bem, eu tinha deixado um enorme comentário ao Infiltrado que não ficou e, por isso, não repito.
Mas basicamente o que eu dizia é que o Spike Lee deixou de fazer filmes onde todos os actores são da cor dele e onde as temáticas são pura e duramente rácicas ou étnicas, daí o que se dizia acerca deste filme.
Agora ele falou de um tema sem cor, com pessoas de todas as cores, e usa a música da moda, que por acaso é indiana (do que eu me lembro).
Resumidamente, não concordava contigo ;-), mas podemos continuar a argumentar.

Endrominado por: Filipa em novembro 3, 2006 05:53 PM

Enfim, salvos! ;p

Endrominado por: em novembro 3, 2006 05:38 PM

teste teste , som , som, teste 1;2...tum tum tum!
Espero bem que este comentário cole caralho! Não se corta assim a malta que está agarrada a isto, eu sei que não há resposta quimica para um problema espiritual, mas a malta tem de se endrominar com alguma coisa e não é com essas merdas que andam aí a boiar na blogosfera...o que não "bate" é rêna !
Espero que esta merda não se volte a repetir! Ou vou visitar os gajos com um maçarico e um taco de baseball!

Abraço Libertário

olááá Pipinha !

Endrominado por: Sam em novembro 3, 2006 04:38 PM

teste

Endrominado por: catia em novembro 3, 2006 03:50 PM

teste! 1, 2, 3!;)

Endrominado por: kaku em novembro 3, 2006 02:41 PM
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