julho 07, 2007

Gopher Broke, by Jeff Fowler


julho 02, 2007

Fifty percent grey
by Ruairi Robinson


maio 14, 2007

Le Papillon
par Antoine Antin et Jenny Rakotomamonjy


abril 13, 2007

março 24, 2007

Uma História Trágica com Final Feliz
de Regina Pessoa

Curta-metragem em exibição nos cinemas, antes do filme mais recente de Nanni Moretti - Il Caimano. Demora a carregar para quem não tem a socrática banda-larga ou o accelerator, mas vale bem a espera.


março 19, 2007

Father and Daughter
por Michel Dudok de Wit

Dia do Pai.


fevereiro 28, 2007

Gaston

O mais desopilante dos personagens de BD faz hoje 50 anos. O pasquim P traz um excelente artigo sobre Gaston Lagaffe.


fevereiro 20, 2007

Como Fazer Amor com uma Mulher
por Bill Plympton


fevereiro 05, 2007

The Cat came back, by Cordell Barker
[Em busca de razões para gostar de cães II]


janeiro 16, 2007

Kurt Halsey

Kurt Halsey


janeiro 04, 2007

Comics


Marbles

Marbles é apenas uma das novas tiras diárias disponíveis na barra de links à esquerda. Muitas destas novidades, como o kawaii not ou o Pearls Before Swine, foram sugestão da (d*), que se prepara para deixar Hellbany e regressar a casa.

Isto para depois não virem dizer que nunca ouviram falar do Mutts.


novembro 06, 2006

Segunda Animada

começou. Às dez de hoje, o prato principal.

Pela A1, daqui, leva duas horas e trinta minutos sem cometer excessos.


outubro 23, 2006

Segunda Animada

Para alegrar a 2ª feira, uma linda história infantil: The Book of Clones and Possessed Children.


maio 31, 2006

A Animação dos Dias

São cartoons e mais cartoons, dos clássicos, outrora proibidos e censurados.


abril 18, 2006

Arquivo Calvin & Hobbes

Esta é, provavelmente, a ferramenta mais útil que encontrei nos últimos anos.

Experimenta procurar pela palavra Spiff, por exemplo.


janeiro 25, 2006

DYY Strip Tease

As Epustuflantes Aventuras do Super Patanisca, de Guilherme Lopes, é uma web comic que merece altos voos.

Quem não tiver jeito para desenhar, mas se achar capaz do mesmo - criar tiras de banda-desenhada - pode meter mãos à obra com o StripGenerator.

A minha desculpa é a falta de tempo...


novembro 18, 2005

Strip Tease


Mutts, by Patrick McDonnell


outubro 23, 2005

Desafinados e Românticos

E não haverá por aí um autor de BD que subverta o sistema, que inove e crie estórias que desobedecem às leis clássicas e às regras obrigatórias?

Há: o autor do absurdo, o José Carlos Fernandes. Sim, o d' A Pior Banda do Mundo, pá. Ainda não estás a ver?!

Calca para Ler

A desenhar quilómetros de pranchas desde 1992, este algarvio ganhou o estatuto de autor de culto nos países onde conseguiu publicar [Brasil e Espanha], mas ainda há quem não o conheça em Portugal. Não que a imprensa especializada [o que estou eu a dizer, isso existe?!] não o destaque, ou a crítica não lhe reconheça o incomensurável talento - com prémios e tudo - mas há admiradores de BD que nunca ouviram falar nele, Sim, Fada, esta boca é para ti!

É verdade, no entanto, que JCF cultiva essa imagem. Os seus mundos não são apenas bizarros e utópicos; as estórias troçam a própria temática da BD ocidental. Em As Aventuras do Barão Wrangel, por exemplo, nem o ícone Corto Maltese escapa à sátira - aparece velho, gordo e quezilento. Como é que é possível não adorar, pergunto?

Mas não te iludas. São absurdas e passadas numa cidade sem nome, com gente de profissão inútil [bom, este parte é reconhecível], mas são estórias curtas e estruturadas, estrondosamente desenhadas [a preto-e-branco, de início, e depois com cores apasteladas], divertidíssimas e actuais.

Os seus livros estão editados pela Devir [os mais antigos pela PedranoCharco] e são todos absolutamente recomendados, mas quem ousa duvidar dos elogios aqui deixados, pegue em 7 euros e compre o volume desta semana da Série Ouro do pasquim Correio da Manhã. Para além de pérolas inéditas [fiquei bem impressionado, confesso], inclui excertos de coisas como O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante, Amnésia Internacional ou A Grande Enciclopédia do Conhecimento Obsoleto.

Chega e sobra para indagar: Porra! Mas este gajo é português?!


outubro 10, 2005

Gaston

Bom dia. Bom Valentim, bela Fatinha, feliz Carmona. E, não me esqueço ao que vim, monstrinho, falar de Gaston Lagaffe. Mas, desculpa, é que… não, deixa, eu volto ao La Gaffe.

La Gaffe amigos, quer dizer asneira grossa. Da grossa, das antigas, merda a valer. (De certeza que o que queres de mim é uma análise do La Gaffe!? Após estas eleições?! Na própria noite?!?)

Eu volto ao La Gaffe. Pois. Que o Correio da Manhã acaba de lançar (em dia de eleições, deram conta?!?) um singelo livro juntamente com o jornal. O primeiro do La Gaffe. La Gaffe ainda de cabelo curto. (O drama de escrever sobre o La Gaffe, que conheço há.. 30 e tal anos, xoda-se, é que me ponho a ir buscar os álbuns velhinhos e cheios de pós, e rio, rio, rio…)

Quando escrevi pós, não foi gaffe. São pós no plural. Dei por mim a contar as casas por onde tenho passeado os meus La Gaffes, e já lá vão… 7. Sete pós. O pó do quarto em casa dos meus pais onde chegou o primeiro álbum em francês, que o meu pai me leu sentado no chão encostado à minha cama para eu adormecer. Nenhum de nós adormeceu tão depressa. Foi o álbum de um supetão, 300 perguntas minhas até entender essa coisa do humor, (afinal eu teria 7 anos, se tanto) e eu sei lá agora quanto tempo mais ali ficámos, em gargalhadas, a trocar absurdos, depois de descoberta a maravilha do humor. Humor.

Pois. Foi com o primeiro álbum do La Gaffe que eu entendi o que era o humor.

(Humor: digamos que, o que nos vale hoje a todos, neste pós partum eleitoral.)

Bom, eu tenho de vos fazer ir comprar o La Gaffe. Monstro, bota aqui um link para o La Gaffe, se faz favor. Que o meu, é tão pessoal, tão surreal, tão La Gaffe, que não sei como o defina.

Ok. O La Gaffe somos nós. Estes que lêem os blogs. O La Gaffe é quem (o La Gaffe entrou agora a despejar o cinzeiro do Nuno Rogeiro, que fez de conta que não o viu, e seguiu para o cinzeiro da Inês Serra Lopes que lhe disse que já ninguém fuma em Televisão) e regressou a falar sozinho porque a Ana Drago lhe tinha dito que, brocas antes dos directos, M´enfim.

Há uma gaffe fantástica que sete pós depois ainda me deixa a rir. E já nenhum de nós tem muito com que se rir, convenhamos.

Há um dia em que o Fantasio (ele, como todos, odeia o La Gaffe, que é rapaz de recados no jornal) - e na verdade a consciência de esquerda, de infância, do que resta às consciências – pois o Fantasio, diz ao La Gaffe, não, a graça tem de ser abrir a página do albúm e ver o La Gaffe a remar, a remar, a remar, mar fora. E o Fantasio que diz para o Spirou. “Eu disse-lhe, gostava de te fotografar com o horizonte, e ele aí vai!!!!!!!”

Não tem graça?!

É que o La Gaffe é bom rapaz. O La Gaffe é mesmo o que qualquer cristão devia ser.

E faz merda, gaffes, sobre gaffes, porque o mundo é como é, e quando percebe a asneira, (que não o seria se o mundo fosse um bom lugar e o Santanaz não existisse), diz M´enfim.

Viva o Valentim. M´enfim….

Desculpem, La Gaffe só lido…

posta da Fada


setembro 15, 2005

Huba!

Quem vai a minha casa pela primeira vez, sabendo a minha profissão e o meu gosto por BD, espera encontrar dezenas de livros de Tintin, mais o clássico foguetão em pvc, um ou dois pindericalhos de Dupond e Dupont... coisas assim, mas nada. Nem um vestígio que seja.

Os porquês são rapidamente esclarecidos com outro jovem baixinho de poupa loira e nome engraçado: Spirou.

Se há quem ache que eu sou do contra, não foi por sê-lo que preferi desde cedo um simples moço-de-recados sabichão ao mítico repórter de Hergé. Sempre achei mais engraçadas as aventuras do primeiro, repletas de acção, trama política e humor.

Criado por um tal de Rob-Vel nos anos 30 do século passado, torna-se realmente interessante com Franquin e Greg. São eles os responsáveis pela criação do Marsupilami - um animal que não tem raça definida [parte felino, parte primata, parte anfíbio], que reage a tudo com aparentemente limitado Huba [às vezes um Hop ou um Groo], mas que resulta absolutamente hilariante e se torna um dos mais carismáticos personagens terciários de toda a BD [hoje, tem o seu próprio franchise]. Claro que também foram eles que enriqueceram a personagem do fiel companheiro - Fantásio e quem criou um vilão à altura - Zorglub.

O pasquim Correio da Manhã acaba de publicar em livro, três das estórias que marcam a afirmação de Franquin à frente de Spirou. A edição é pobre: os quadradinhos são minúsculos e a riqueza dos cenários dilue-se, mas fica por 6 euros e pouco, e sempre dá para abrir o apetite a quem não conhece ou já não lê há muito tempo.

Quais foguetões vermelhos-e-brancos, qual quê!


setembro 04, 2005

Prometeu de Prata

Eis senão quando, surge a oportunidade de falar no meu super-herói preferido.

Quem acompanha este blog já exclamou O Wolverine outra vez?! Mas este gajo não se cansa?! Mas engana-se. Eu só costumo dizer que o Wolverine é o meu comic hero de eleição [a par do Homem-Aranha, claro] quando não estou para dar explicações. E porque anda perto, é um facto. Mas por quem eu tenho mesmo um fraquinho é por um tal de Norrin Radd.

Só para irritar, também ele foi criado por Jack Kirby e surge pela primeira vez num livro do Quarteto Fantástico, em 1966. Mas era tudo menos um herói e nunca foi, de facto, muito popular. Afinal, Silver Surfer [sim, é o cognome mais cool da BD!] chegou à Terra para a destruir. Assim, sem mais.

E tinha super-poderes como nunca visto, num exagero tal que me foi impossível resistir-lhe: era super-sónico e galáctico [e nunca caía da prancha], não precisava de respirar, comer ou dormir [embora o fizesse, para poder sonhar], tinha uma pele de prata polida impenetrável, era capaz de levantar cem toneladas sem esforço ou reduzir um planeta a cinzas só com a energia das mãos [mas essa mesma energia podia salvar vidas] e conseguia até viajar no tempo. Era um ser supremo, simplesmente perfeito.

Arauto de Galactus - o Devorador de Mundos, este surfista voador e luzidio tinha por objectivo extinguir-nos a raça e não deixar ponta solta. Não havia nada que o detivesse. Só que, por sorte, apaixonou-se por uma mulher [don't we all, my friend?!] - uma tal de Alicia roubou-lhe o coração e virou-lhe a vontade do avesso. Desobedeceu às ordens que trazia e, qual Prometeu, foi castigado com o exílio na Terra [é como um surfista de long board confinado a uma piscina de crianças].

E por aqui ficou, na nossa galáxia, a lutar contra vilões terríveis. E ia descobrindo que os homens são mesquinhos, violentos e cruéis. Nem sequer conseguia fazer grandes amigos entre os outros super-heróis e depois de alguma simpatia com os elementos do Quarteto Fantástico, a coisa correu para o torto. A Alicia casou com o Tocha Humana [Bolas! Isto é mesmo um livro de comics?!] e atingiu-o no único ponto fraco.

Mesmo encornado e decepcionado, mal-afamado e enraivecido, continuou a opôr-se aos que queriam destruir a Terra. Não, não há gajos assim. É só mesmo o Norrin Radd.

Quem não é próximo do Silver Surfer pode começar agora, se ler o livrinho oferecido este fim-de-semana pelo pasquim Correio da Manhã, em troca de 7 euros. O Sentinela das Estrelas mostra as primeiras cinco estórias do herói, já pelo traço de John Buscema e argumento de Stan Lee e ainda outras duas, com o magnífico Thor [olha! outro para dar posta...] e o Quarteto Fantástico que o acolheu.


agosto 07, 2005

I'm the best at what I do
but what I do isn't very nice

A idade de ouro da Banda-Desenhada tinha acabado. Estávamos nos anos 70 do século passado e heróis tremendos como Homem-Aranha, Super-Homem ou Bat-Man, viviam apenas do estatuto e da popularidade angariadas, com mais saída em filmes ou séries de TV, que nos livros. Personagens novos iam surgindo, em catadupa, mas lutavam para conseguir mais que meia-dúzia de aparições. As poucas excepções não disfarçavam um cenário que, não sendo de crise total, andava bem longe das saudosas décadas anteriores.

Um só personagem mudou tudo isto.

Politicamente correctos e certinhos, os comics deram uma volta de 180º, da noite para o dia. Os responsáveis foram Len Wein, John Romita e Dave Cockrum, encarregues de salvar uns X-Men cuja popularidade se esfumava.

Calca para Ampliar, Retroceder para Voltar

Para além de Colossus, Storm, Night Crawler e Linx, um tal de Logan [recuperado da última página de uma estória de Hulk] mostrava-se o oposto de tudo a que estávamos habituados: não hesitava em usar a violência extrema para atingir os seus fins [mesmo contra agentes da autoridade] e vivia numa angústia anti-social constante, desobedecendo a padrões de moral considerados obrigatórios. Sobre o seu passado, não sabia porra nenhuma e isso também alimentava estórias mais ricas que o habitual - muitas delas passadas em Hong-Kong e Tóquio, umas quantas no Pólo Norte.

Tal como os restantes X-Men, Wolverine era um mutante. Mas não me recordo de ver "super-poderes" que superassem aquelas garras de adamantium, que irrompiam dos nós da mão e lhe compunham o esqueleto. E a raiva que se via no olhar, a sensação que nada havia a perder e que tudo era possível, davam origem a estórias mais ricas e mais interessantes. Nem sequer vou mencionar o cabelo azul e aquele penteado... Os adultos voltavam a comprar livros de BD em força.

São duas dessas estórias que o pasquim Correio da Manhã disponibiliza este Domingo, na Série Ouro [que nem sempre é interessante], por apenas 6,40 euros. Duro de Matar e Combate Mortal são duas longas tramas consideradas das melhores de sempre. O traço de ambas é de Leinil Francis Yu, recaindo os argumentos a Warren Ellis e Chris Claremont.


agosto 02, 2005

Proibida

Antes de começar esta posta, uma ressalva: esquece tudo o que viste nos filmes DareDevil e Elektra, as mais execráveis adaptações de livros de Banda Desenhada, alguma vez feitas para cinema.

Vamos a isso, então. Elektra é uma das mais ambíguas personagens - se não a mais estranha - de toda a Marvel. Criada por Frank Miller em 1981 [sim, esse mesmo!], está envolta num passado obscuro de violação, pedofilia, adultério, incesto, assassinato e abandono que mais parece saída de um livro de BD francófona underground.

Personagem secundária, Elektra depressa ultrapassou o estatuto - primeiro como rival do Demolidor, depois como paixão proibida e aliada contra Kingpin e Bullseye - e acaba por preencher uma lacuna enorme das estórias aos quadradinhos: a falta de heroínas, mulheres que não fossem simples namoradas histéricas à procura de omoplatas espadaúdas [havia uma ou duas excepções, a que darei o destaque devido noutro post].

E que heroína [ou anti-heroína, para ser mais preciso]! Armada com dois sabres ninja, e vestida com um justíssimo uniforme de lona carmesim, Elektra daria tesão a um cego. E dava mesmo. O problema é que tinha um feitio terrível. Impossível resistir a tanto charme.

A estória que introduz os personagens referidos acima e mais alguns é editada no livro Dívida ao Diabo - de Greg Rucka e Salvador Larroca, disponível por 10 euros numa iniciativa conjunta do jornal Blitz e da editora Devir.


julho 05, 2005

Imaginário

A primeira coisa que me atraíu nos Fantastic 4 foi a inverosimilhança daquilo tudo. Quem é que, no seu perfeito juízo de 10 anos, acredita que um grupo de astronautas atingido por uma qualquer radiação cósmica desenvolve super-poderes de características completamente difusas?! Um deles estica os ossos, os órgãos e os músculos como se fossem feitos de elástico, o outro arde sem se queimar, a rapariga fica invisível quando lhe apetece e o último incha e transforma-se em pedra, mas mesmo assim consegue mexer-se. Até os nomes ajudavam: o Coisa, o Sr. Fantástico [só podia ser, com um pénis que estica sem parar!], o Tocha Humana e a Mulher Invisível.

Só que a estória era mesmo muito boa, repleta de crises quotidianas e existenciais [principalmente do Coisa, que não conseguia disfarçar a sua pedra permanente, e não sabia que ficava bem de gabardina e chapéu]. Foi nestas estórias que nasceu, a dada altura, o Surfista Prateado [também da batuta e do traço de Stan Lee e Jack Kirby], mas sobre ele terei que falar noutra posta.

O livro Imaginautas de Mark Waid e Mike Wieringo, que reúne algumas das melhores estórias dos Fantastic 4, está disponível por 10 euros, em mais uma edição conjunta do Blitz e da Devir.


junho 07, 2005

O Começo

Se quisesse ser simplista [e eu gostava] diria que há dois tipos de BD: a normal, e aquela que se dirige exclusivamente a adultos apreciadores. A primeira engloba quase tudo e a segunda costuma vir em livros de capa estilizada, de traço artístico cuidado com obsessão, a cheirar a livro denso e de estória intrincada, que permite olhar para cada quadradinho como se fosse uma pintura a óleo.

É nesta segunda categoria que se insere o livro Bat-Man . Ano Um, disponível com a edição desta semana do Blitz, em troca de 10 euros.

Depois do impacto gráfico que é claramente positivo, a segunda impressão que o livro causa é de desagrado, antes da impressão final, de claro regozijo. O desagrado vem do desconforto, já que a narrativa está longe de ser escorreita, a estória é angustiante, o herói mais parece um milionário desgraçado [será possível?!] que não se compreende a si mesmo, quanto mais ser capaz de combater o crime. Nada do livrinho de Frank Miller [sim, esse mesmo] e David Mazzuchelli está ali para nos facilitar a vida, nem um único lugar-comum para suspirar de alívio, nem uma só piadinha para desanuviar o ambiente. É tudo negro, sombrio, difícil, realista. A única excepção [no que respeita a desanuviar] é mesmo a CatWoman, mas tem mau feitio - realista, mais uma vez.

Já não haverá muitos livros assim, neste mundo, porque o génio e a inspiração têm limites.


junho 01, 2005

O Dia que Há em Nós

Porque hoje é Dia Mundial da Criança, a edição do Público traz um exemplar de Les Triplettes de Belleville, em DVD, na troca de sete euros [défice incluído].

Porque se trata do melhor filme de animação-musical dos últimos séculos em diferentes galáxias, e porque o DVD traz extras apetitosos, como making of e comentários do realizador, compensa até ter que trazer o pasquim para casa, se não resultar o habitual choradinho junto do jornaleiro.


maio 03, 2005

A Animação do Dia

Esta semana é obrigatório comprar o Blitz. Por mais 10 euros arredondados, o jornal oferece uma compilação de cinco histórias de Hellblazer, intitulada Nas Ruas de Londres.

Calca para Ampliar

Criado por Alan Moore e desenvolvido por Jamie Delano [ambos ingleses, como ele], John Constantine é o herói mais atormentado, antipático, supersticioso, sádico, desgraçado e viciado da BD, e se isso não chegar para te convencer, é também um dos mais bem desenhados. Editado pela Vertigo, Hellblazer ficou mais famoso depois da recente adaptação ao cinema, numa interpretação [se assim se pode chamar] de Keanu Reeves.

A colaboração entre o Blitz e a Devir promete mais prendinhas destas.


abril 01, 2005

Pecado Original

Sin City é o renascer de um tipo de cinema que parecia confinado às experiências de Enki Bilal.

Robert Rodriguez e Frank Miller [realizador e argumentista] guardaram fidelidade total à encenação gráfica original da BD que lhe deu origem. E não podia ser mais lânguida, a lente com que filmaram mulheres como Rosario Dawson, Jessica Alba, Jaime King e Brittany Murphy ou canastrões galãs como Bruce Willis, Josh Hartnett, Benicio del Toro, Clive Owen e Mickey Rourke.

A não perder, quando estrear por cá.

[A revista Wired traz um artigo interessante sobre a utilização de cenários digitais no filme.]




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