I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed
If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true
De quando em vez ou menos que isso aparecem coisas assim, que soam diferentes de tudo o que se provou. Mas que encaixam.
Esta banda chama-se the Twilight Sad e atraíu-me pelo nome. A única coisa levemente familiar aqui é um vocalista algo aparentado de Ian Curtis, mas com sotaque escocês.
Now I love to feel that warm southern rain,
just to hear it fall is the sweetest sounding thing
And to see it fall on your simple country dress
it's like heaven to me I must confess
And I always have to steal my kisses from you
Always have to steal my kisses from you
Now I've been hangin' around you for days,
but when I lean in you just turn your head away
Oh no, you didn't mean that
She said I love the way you think, but I hate the way you act
'Cause I always have to steal my kisses from you
Always have to steal my kisses from you
Ben Harper, Steal My Kisses
PS: Entretanto, na grafonola, acrescentámos coisas novas e reciclámos coisas velhas.
Hard to hold, cold to touch
Fall to pieces, treat the rush
In hindsight, primetime talk
All your pain will end here
Let the doctor soothe your brain, dear
Uns amigos meus de Shepperds Bush que formaram uma banda há uns anos, mandaram-me o segundo trabalho de originais para ouvir. Ah, e tal, vê lá se gostas que isso ainda não saíu oficialmente e ainda podemos mudar qualquer coisa se for preciso, ouve com atenção, mate, vá lá faz lá isso.
Ouvi umas quantas vezes e já lhes disse que por mim pode ficar assim porque é, de longe, o melhor disco que ouvi este ano e melhor que o outro seria, de facto, impossível. Eh, pá, está bem mate, obrigadão, mas tu és aqui do bairro e tal, põe mas é isso no blog para ver o que o pessoal diz.
E pusi-o. Para além do videoclip com que brindámos o novo ano - The Prayer - que será o primeiro single, estão na Rádio na Cabeça mais três quatro canções. Comenta por aqui que depois há mais e eles são gajos para vir cá tocar ao vivo e a gente presta contas.
Já é tempo, penso eu de que, de apontar os que mais toquei e mais me tocaram.
First Impressions of Earth The Strokes | Showtunes Stephen Merritt | St. Elsewhere Gnarls Barkley | Damaged Lambchop | In The Maybe World Lisa Germano | Orphans: Brawlers, Bawlers and Bastards Tom Waits | The Life Pursuit Belle & Sebastian | Begin To Hope Regina Spektor | Bande A Part Nouvelle Vague | The Greatest Cat Power | Return to Cookie Mountain TV on the Radio | Rather Ripped Sonic Youth | Dying To Say This To You The Soundz | He Poos Clouds Final Fantasy | Broken Boy Soldiers The Raconteurs | Dreamt For Light Years In The Belly Of A Mountain Sparklehorse | Quando a Alma não é Pequena Dead Combo | Broken Social Scene Broken Social Scene | Savane Ali Farka Touré | Ta-Dah Scissor Sisters | A Grande Mentira Balla
Mais coisa, menos coisa, como se pode ir ouvindo na Grafonola.
Isto tem estado impossível de publicar ou comentar. É certo que o Balsemão comprou esta plataforma de blogues infame, mas a coisa funciona cada vez pior.
Ainda por cima, como é apanágio da época festiva, sai uma média de duas listas por dia, como esta.
Ainda não descubri uma maneira de aumentar as colunas laterias do blog sem que estas entrem pela coluna central adentro ['tou pidir!]. Mas aqui fica a grafonola revista e aumentada.
Esta nova Grafonola [este homem é obcecado!] está em teste. São 45 cançõezitas que podem servir de banda-sonora à leitura das postas. Se a geringonça funcionar [e eu conseguir reduzir-lhe o tamanho para caber na barra lateral], substituem-se as canções da lista habitual, que dão um trabalhão a colocar online.
Nesta, constam os melhores video-clips de todos os tempos, numa escolha criteriosa e exaustiva da Stylus. Alguns deles já não estão disponíveis, mas é possível encontrá-los no sítio do costume.
PS: Esta posta não é um pretexto para mostrar a Fiona Apple semi nua.
Este é para quem detesta aqueles videoclips com coreografias elaboradas, tão em voga nas boy e girlband. Vi o video tantas vezes que nem preciso de voltar ao ginásio.
Boa rádio? É a rádio que não passa sempre as mesmas músicas, em que não se diz sempre a mesma coisa, em que há um factor de risco, há erro, em que o tipo que está a fazer aquilo tanto pode soar ao melhor profissional como pode engasgar-se todo e tropeçar e quase fazer de palhaço. [...] É pôr ali as entranhas e dar um bocado de mim àquilo, não ser a personagem que as pessoas de cima dizem para ser. A maioria das rádios, portuguesas e não só, são formatadas. Todas têm que dizer o slogan quando começam a falar. Como é que essas pessoa conseguem viver com elas próprias? [...] Isso não é rádio. Para isso mais valia gravarem uns takezinhos e estar sempre a dar a mesma coisa.
Palavras de Pedro Ramos - animador das tardes que oiço, no percurso casa/trabalho - ao Diário de Notícias.
No botão três do rádio do carro surge agora uma segunda alternativa à alternativa. É pouco frequente, admito, mas quando nem a Radar, nem a Oxigénio me agradam, oiço a foxx. Tem a atitude certa e boa música, para quem gosta de soul, r&b e pouca palavra. Enquanto escrevia esta posta, ouvia-se Slave to the Rhythm, de Grace Jones. Disponível online, como convém.
Pode comparar-se um disco de Iran Costa à música de Björk?!
Segundo a Blitz, pode. Pior ainda, num artigo que considero uma verdadeira proeza, O Bicho é uma obra superior ao último registo da islandesa.
Discos como Second Coming, dos Stone Roses, Machina/The Machines of God, dos Smashing Pumpkins ou o álbum [] de Sigur Ròs, são atirados ao molho dos 30 piores discos da história e considerados inferiores a uns quantos pimbas.
A dada altura, para tentar justificar as escolhas e a falta de critério, o artigo de Lia Pereira e Luís Guerra, diz que Björk está "algures entre o gótico e a loja dos 300".
Com um critério bastante mais objectivo, podemos classificar uma lista destas como "algures entre o papel higiénico e a sanita".
Os 50 discos que mudaram a música pop e porquê, segundo o suplemento semanal The Observer. Para o bem e para o mal.
O meu mundo não foi o mesmo, a dado momento, depois de discos como este, este, ou este. Há muitos muitos mais, mas tinha que fazer um esforço hercúleo para me lembrar. E nós não queremos isso, pois não?
Syd Barrett, the troubled genius who co-founded Pink Floyd but spent his last years in reclusive anonymity, has died. He was 60. A spokeswoman for the band said Barrett died several days ago. She did not disclose the cause of death. Barrett had suffered from diabetes for many years. The surviving members of Pink Floyd - David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters and Richard Wright - said they were "very upset and sad to learn of Syd Barrett's death. Syd was the guiding light of the early band lineup and leaves a legacy which continues to inspire," they said in a statement.
Barrett co-founded Pink Floyd in 1965 with Waters, Mason and Wright, and wrote many of the band's early songs. The group's jazz-infused rock and drug-laced, multimedia "happenings" made them darlings of the London psychedelic scene. The 1967 album "The Piper at the Gates of Dawn" - largely written by Barrett, who also played guitar - was a commercial and critical hit. However, Barrett suffered from mental instability, exacerbated by his use of LSD. His behavior grew increasingly erratic, and he left the group in 1968 - five years before the release of Pink Floyd's most popular album, "Dark Side of the Moon" - to be replaced by Gilmour.
Barrett released two solo albums - "The Madcap Laughs" and "Barrett" - but soon withdrew from the music business altogether. An album of previously unreleased material, "Opel," was issued in 1988. He reverted to his real name, Roger Barrett, and spent much of the rest of his life living quietly in his hometown of Cambridge, England. Moving into his mother's suburban house, he passed the time painting and tending the garden. His former bandmates made sure Barrett continued to receive royalties from his work with Pink Floyd.
He was a familiar figure to neighbors, often seen cycling or walking to the corner store, but rarely spoke to the fans and journalists who sought him out for years. Despite his brief career, Barrett's fragile, wistful songs influenced many musicians, from David Bowie - who covered the Barrett track "See Emily Play" - to the other members of Pink Floyd, who recorded the album "Wish You Were Here" as a tribute to their troubled bandmate. It contained the song "Shine On You Crazy Diamond" - "Remember when you were young, you shone like the sun." The band also dwelt on themes of mental illness on the albums "Dark Side of the Moon" and "The Wall."
The band spokeswoman said a small, private funeral would be held.
Para além de Ever Fallen in Love, ali na rádio à direita, no site oficial da banda à parte podem ouvir-se outras canções, nomeadamente Bella Lugosi's Dead.
I remember when, I remember, I remember when I lost my mind There was something so pleasant about that phase. Even your emotions had an echo In so much space
And when you're out there Without care, Yeah, I was out of touch But it wasn't because I didn't know enough I just knew too much
Does that make me crazy ? Does that make me crazy ? Does that make me crazy ? Possibly
And I hope that you are having the time of your life But think twice, that's my only advice Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are, Ha ha ha bless your soul You really think you're in control
Well, I think you're crazy I think you're crazy I think you're crazy Just like me
My heroes had the heart to lose their lives out on a limb And all I remember is thinking, I want to be like them Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun And it's no coincidence I've come And I can die when I'm done
There's nothing that i wanna do More than get alone and be with you Trouble with dreams is they don't come true And when they do they can't catch up to you
You don't need a thing from me But i need something big from you 'cause you know i've got An awful lot of big dreams
I'm walking down a lonely road Clear to me now but i was never told Trouble with dreams is you never know When to hold on and when to let go
If you let me down it's alright At least that leaves something for me 'cause you know i've got An awful lot of big dreams
This is the life that i must lead now Crossing fingers and wiping brow Trouble with dreams is you can't pretend Something with no beginning has an end
Aquela 'coisa brilhante' do Copy Controlled não me permite, sequer, ouvir a tal da faixa 7 do disco recomendado pela Menina Má, umas postas abaixo. Por isso, só fica disponível a versão remix dessa mesma canção - Waiting 4 U, na Rádio na Cabeça do Blog. Nada má, por sinal.
Há também outras novidades, como Anja Garbarek, Marisa Monte, She Wants Revenge, Goldfrapp e Placebo, e verdadeiros clássicos de Blur, disponibilizados pelo galhardo e solícito Sam, que também assegura um stock de Leonard Cohen, Nick Cave, Morphine,Cure e Joy Division, à disposição do arbítrio da casa.
Às três pessoas que enviaram e-mails a pedir que ali colocasse a versão anglófona de Je T'Aime Moi Non Plus, digo tão somente que abomino a adaptação agora feita à sublime canção de Birkin e Gainsbourg. A original só não está ali, porque não encontro o bendito disco na minha rearrumada estante. Para vos proteger da legítima humilhação pública, não revelo a vossa identidade, mas não pretendo perdoar reincidente desplante, nem que voltem a afiançar que passa imenso na Radar.
No princípio, é sempre o som. Com música é mais fácil. Os corpos aproximam-se ou afastam-se, perde-se a timidez, as palavras deixam de fazer sentido. Não vale a pena falar nem escrever. Ouvir. No princípio, é só o som. O jazz é mais ou menos o nosso, aquele dos clubes de mulheres bonitas e homens galãs, salas cheias de fumo e de histórias de amores proibidos. As palavras não se percebem, mas adivinham-se. Mas nada disso interessa. No fim, é o som que fica. Jazz em mandarim para dançar sem distância regulamentar. As divas de Xangai.
É só carregar no link à direita, na secção do Patrocínio Oficioso, e pode ouvir-se a emissão da Radar - a rádio que inspira este blogger. Enquanto escrevo esta nota, a vocalista dos Portishead canta Give Me a Reason to Be a Woman...
A verdade é que a ideia de música como prazer borlista está instalada entre uma nova geração que não vê que "sacar" uma canção sem a pagar a quem a fez é igual a tirar um bolo da pastelaria sem dar contas a ninguém...
Eu costumo estar de acordo com as crónicas de Nuno Galopim, na última página do DNa, mas acho esta afirmação muito infeliz. Não só porque compara música a pastéis de nata, mas porque apoia a propaganda das editoras de música, um dos lobbies mais poderosos do universo, que ganham fortunas à custa dos músicos, a quem pagam injustamente pelas vendas de discos, em contratos castradores a vários níveis.
O próprio Galopim, no final da crónica, o reconhece:
E cada vez mais o futuro da música parece feito de canções grátis para levar depois o público a concertos pagos...
Esta afirmação contradiz a primeira, mas vai mais de encontro à minha opinião sobre esta questão da "pirataria". Eu, por exemplo, saco música da net. Admito sem pudor. Principalmente singles que acabam de sair, de álbuns que ainda não saíram, porque quero conhecer e divulgar aqui no blog. Mas acabo por comprar os discos, se gosto da canção [canções] que descarreguei e o mesmo fazem muitas pessoas que as descobriram na Rádio na Cabeça. Por mais que isso seja um rombo no orçamento. E depois vamos a concertos dessa banda, que é o que realmente lhes dá projecção e dinheiro.
Em que é que isso se compara ao acto criminoso de roubar um bolo?! Só se a Sony ou a BMG também forem donas de cadeias de pastelaria e também cobrarem uma exorbitância por um produto barato. E um disco, bem feitas as contas, até tem custos de produção menores que os de um pastel de nata.
Por falar em listas, aqui ficam os discos que mais passaram pelas gavetas da aparelhagem lá de casa, durante este ano da graça do Senhor de 2005.
Silent Alarm Bloc Party |The Mysterious Production of Eggs Andrew Bird | Blinking Lights And Other Revelations Eels|Funeral Arcade Fire|PLaying the Angel Depeche Mode |I'm a Bird Now Antony and The Johnsons|Demon Days Gorillaz|Supernature Goldfrapp|Guero Beck|Employement Kaiser Chiefs |Come on feel the Illinoise Sufjan Stevens |Love Kraft Super Furry Animals|Want [two] Rufus Wainwright | LCD Soundsystem LCD Soundsystem | Tanglewood Numbers Silver Jews |The Witching Hour Ladytron|Takk Sigur Ròs|The Cloud Room The Cloud Room|You Could Have It So Much Better Franz Ferdinand| Get Behind Me Satan The White Stripes | The Back Room Editors |Lullabies to Paralyze QOTSA |Extraordinary MachineFiona Apple |Pocket Revolution dEUS|With Love And Squalor We Are Scientists
Estão mais ou menos por ordem, dos repeat da aparelhagem. Se me esqueci de algum, é favor acrescentar nos comentários.
Não temos, é certo, o tempo necessário para ir mudando com mais frequência as músicas do blog. Mas procuramos ter sempre, pelo menos, uma novidade ou um clássico recuperado. Agora é a vez de Tiga. No site do d-jay podem ouvir-se outras versões da canção You Gonna Want Me. No site oficial de Richard Ashcroft - nos links à esquerda - está disponível o novo video-clip Break the Night With Colour. No site dos We Are Scientists pode ouvir-se Nobody Move, Nobody Get Hurt e The Great Escape. Outro exemplo, no site dos Protocol, sempre na mesma lista, por ordem ortopédica, estão audíveis os singles Where's the Pleasure, She Waits for Me e Those Things I Do e ainda é possível descarregar o video Vanity, com uma actuação ao vivo [ainda tu te queixas!]. Estamos a fazer uma ronda pelos links para tirar os desactualizados, e vamos reduzir a lista consideravelmente. Esperamos que isso facilite e incentive a consulta dos sites. Continuamos abertos a sugestões musicais. E não só.
You are young at heart and full of energy. You are talented but very modest. You are happy go lucky and care free. You have learned to take the good with the bad and you just accept life for being what it is. People tend to be envious of you, That's only because they don't understand you and they just want some of what you have. There's no task too hard for you and you excel at pretty much everything you try to do. You have a playful personallity and a beautiful inner soul.
Quem diria, Que um dia, Voltava a ver Raquel Fiquei parado e pouco lhe falei... Há quanto tempo não te via Julguei até já ter estancado a hemorragia Mas ao que eu vejo, o tempo não passou... Como era bom, contar-te o que eu sentia Mas vejo que a conversa vai ficar para outro dia, Por hora só me sai: Raquel
Carolina é uma menina bem difícil de esquecer Andar bonito e um brilho no olhar Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer E um molejo que não vou te enganar Maravilha feminina, meu docinho de pavê Inteligente ela é muito sensual Eu te confesso que estou apaixonado por você Ô Carolina isso é muito natural Ô Carolina eu preciso de você Ô Carolina não vou suportar não te ver Ô Carolina eu preciso te falar Ô Carolina eu vou amar você
De segunda a segunda eu fico louco pra te ver Quando eu te ligo você quase nunca está Isso era outra coisa que eu queria te dizer não temos tempo então melhor deixar pra lá a princípio no Domingo o que você quer fazer faça um pedido que eu irei realizar olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer Essa mina Carolina é de abalar Ô Carolina eu preciso de você Ô Carolina não vou suportar não te ver Ô Carolina eu preciso te falar Ô Carolina eu vou amar você Carolina, Carolina Carolina, preciso te encontrar Carolina, me sinto muito só Carolina, preciso te dizer Ô Carolina eu só quero amar você Carol, Carol, Carol...
Carolina*, Seu Jorge [para conferir esta noite, na Aula Magna]
1. I Will Survive, Cake 2. Eternamente Tu, Jorge Palma 3. Distractions, Zero 7 4. Instant Street, dEUS 5. Across the Universe, Fiona Apple 6. Everyday I love You Less and Less, Kaiser Chiefs 7. The Summerhouse, Divine Comedy 8. Bitter Sweet Symphony, The Verve 9. Remind Me, Röyksopp 10. Papa was a Rodeo, The Magnetic Fields 11. Song 2, Blur 12. Let Down, Radiohead 13. Strange Kind of Love, Peter Murphy 14. Industry, King Crimson 15. Easy, Groove Armada 16. Angel, Massive Attack 17. Twilight, Elliott Smith 18. Save Me, Aimee Mann 19. A Chance Councel, Richard Buckner 20. Sovay, Andrew Bird 21. Lembra-me um Sonho Lindo, Fausto 22. Mysteries of Love, Antony and the Johnsons 23. Life on Mars, Seu Jorge 24. The End Has No End, The Strokes 25. Nadia, Nitin Sawhney 26. Ask, The Smiths 27. Marbles, Tindersticks 28. Where is My Mind?, Pixies 29. Long Snake Moan, PJ Harvey 30. Utopia, Goldfrapp 31. The Stranger Song, Leonard Cohen
Ainda estão em cima da mesa, mas livres de perigo, todos os álbuns de Placebo, os de Morphine, o disco branco de Bloc Party, umas coisas de Stone Roses, outras de David Sylvian, o disco das vacas dos Pink Floyd, uma pilha de discos bonitos da Tori Amos, e outra idêntica de Beck, o desgraçado do Eels [ccomo eu o compreendo], portugas sempre relegados como Clã, Belle Chase Hotel, Ornatos Violeta ou Humanos [ficam para o meu programa - ah, pois é!] e mais umas quantas compilações para auto-rádio que contêm espécimes únicos pirateados por mim ou por terceiros, mas a bem do amor pela música.
Agora a ver se arrumo isto tudo por ordem ortopédica, ou assim.
Eu sabia que ia meter-me em sarilhos. Neste momento, tenho cd's espalhados pela secretária do escritório, pela mesa de cabeceira, pela estante da sala, pela mesa da sala de jentar, pelo chão do quarto, pelo tapete da sala, pela casa-de-banho [são momentos mortos que se tornam muito úteis] e ainda só cheguei a uma lista de 12, com uma directa em cima e dois dias sem fazer mais nada.
Faltam 23 canções para completar e publicar o meme que me mandaram baseado no livro 31 Songs, de Nick Hornby. O problema maior nem é o facto de não poder repetir o artista, nem decidir quais é que são excluídos [e já pus de parte coisas obrigatórias como Queens of the Stone Age, Laurie Anderson, Lambchop, Franz Ferdinand, The Smashing Pumpkins, Ben Harper, The White Stripes, Björk, Air ou Mogwai, só para não enlouquecer de vez à procura de uma canção]. A dificuldade maior - ainda que seja um prazer ouvir discos escondidos no pó - é encontrar o cd que procuro e descobrir em que álbum está AQUELA música específica de cujo nome não me lembro.
Não há nada que se possa tomar e a memória apareça?!
Seria melhor nem referir a intenção de manter apenas 10 canções, de cada vez, na nossa playlist. A verdade é que há músicas de que não conseguimos desfazer-nos.
Quanto às coisas novas, destacamos o single Juicebox - dos Strokes, que antecipa First Impressions of Earth, a editar em 2006, e Hoppipolla, dos Sigur Ròs, saído do álbum acabado de editar: Takk. Também novidades, mas já com alguns dias de airplay/online [e se isto for redundante, soa bem] temos o viciante Dare, dos Gorillaz e o tranquilo a Chance Councel, de Richard Buckner.
Menos novos, mas recentemente adicionados, tocam por aqui Fiona Apple, Beck, Divine Comedy, Eels e Placebo [alguns parecem ter lugar cativo, mas vão mudando as faixas].
E não, não esquecemos pedidos feitos para Tori Amos, Aimee Mann, Portishead e outros. Acontece que temos espaço limitado para armazenar mp3 e tempo reduzido para descarregar ficheiros. Em breve.
Another washout, brakelights showing Probably gonna slow down, no way of knowing Let's hear the outline I see where it's going I know where it came from a bubble in the moment
Someone'll find out Finishing the time Crashing around And one night you'll try it Is something at stake?
Seen off safely, but I could've used A chance at maybe, a time or two One for the distance and speaking of the roar Stopping just to listen at her number on the door
Isn't something calling, coming as you go? Never and always and missing the throw? With hours on the fade
It wasn't where you found it returning late again Waking dressed from before in some week-long bed Leave it all still made
Fall to a weak floor and let it lay Think of somebody too far away Get something easy lost in the fuel? Come back tomorrow with a new excuse
Sparklers are passing to the corners of the night "I feel the heat, and they move on glowing but I can pull away"
ch glued to a room in a skyscrapER idontSpeakTheLAnguage no st IMulAtion the dust and flexs too dangerous to v enture out side nothin aliVe nothin in th Microwave isleep withthe screen on noonec h anges the bed a ndth e war dr obe s ar e empty i want to walk on dry land get out of this fucking room no a ir
Rnm64 48th fl oo r
a knokin in above argu ing shuFFling
label on pressd shirt complimenntryyy dryyy clleeeeaaning
Thom
Os Radiohead estão em estúdio para gravar um novo disco. E vão escrevendo um blog, a que chamaram Dead Air Space. Por lá encontramos fotografias diversas, pedaços de letras e desabafos das gravações do novo álbum - ainda sem nome - que deve sair lá para a Primavera de 2006.
Ligo o violino a um pedal de oitavas para ter uma escala sonora total e, depois, passo o som por um processador de loops que vou manipulando. Ouvirás a música camada a camada, o que te permite quase perceber como foi construída a canção. Por cima disso, toco guitarra, canto e vou ligando e desligando o loop, conforme a peça e a música. [Andrew Bird]
A demonstração do processo ao vivo, esta noite, no Lux. Duas canções disponíveis para audição na Rádio na Cabeça do blog, ali à direita.
Para os que ainda não perceberam: temos rádio na cabeça do blog.
Finalmente, foi encontrado um site para descarregar e alojar a música. A que se queira. Todos os dias estarão entre 10 e 15 canções ali nos links [em Banda-Sonora] disponíveis para audição imediata enquanto se lêem as postas ou consultam outros links. Estes abrem noutra janela, para não interromper a audição.
Assim sendo, aceitam-se todas as sugestões, que devem ser deixadas nas caixas de comments ou na caixa de correio. Se se enquadrarem nos gostos dos do costume serão incluídas.
Claro que, já terão reparado, há ali bandas fétiche e canções de marca.
Na coluna de links da direita, em Rádio na Cabeça, é só carregar no ícone do play junto à canção que se quer ouvir.
À falta de sabedoria para criar um suporte próprio onde possa alojar as músicas [neste momento, serei o único blogger do mundo a não saber fazê-lo!] estou a servir-me de canções já colocadas online pelas próprias bandas ou por fãs. Os temas de Elliott Smith são raridades e demoram um pouco mais a carregar. As canções de Bloc Party são versões ao vivo ou mixadas. Mesmo limitados, pareceu-nos mais interessante colocar aqui canções que não estão nos álbuns, com excepção para os Strokes.
A lista disponível terá um máximo de 10 músicas de cada vez. Talvez mais, às vezes menos. Obviamente, aceitamos sugestões - mas isto significa que a canção em causa terá que dispôr de um endereço online.
Graças à preciosa ajuda de raXor [incansável, mais uma vez], conseguimos encontrar uma banda-sonora para o blog.
Fiona Apple , que mostrou em Tidal ter coisas de significado profundo para dizer aos 18 anos, está de volta. Ainda assim, o novo álbum de originais é o anterior.
Extraordinary Machine foi regravado na totalidade, com novo produtor, depois de ter estado nas lojas durante alguns dias antes de ser retirado pela Sony. No site oficial estão disponíveis para audição gratuita [em Real Player ou Quick Time] as canções Parting Gift e O' Sailor.
E a pequena amostra agrada tanto como os olhos violeta da nova-iorquina emprestada à California.
Leio hoje no Público de ontem (estou em modo de férias, ok?) que a Casa da Músicavai fecharpara melhorar a acústica (e não só). Não é nenhuma novidade, não é nenhum escândalo. Renz van Luxemburg, o engenheiro de som que trabalha com Koollhas, já o tinha admitido, ainda antes da inauguração, à Antena 2. Chegou a confessar que iria ser retirada uma cortina de ferro (que dividia o palco do coro), muito provavelmente às escondidas do arquitecto, devido às queixas dos músicos sobre a influência deste elemento meramente estético sobre a qualidade do som. Falou-se também na Antena 2 sobre os problemas que a canópia, um protótipo, apresentou na inauguração.
De fora desta lista de ajustamentos vão ficar, por impossibilidade das leis do espaço, muitas outras limitações que a casa da música tem. Seja como for, e apesar de não ser um CCB - onde se consegue, aí sim, fazer uma Festa da Música - gentes do Porto dizem-me que a programação tem andado boa e que o público tem respondido. Excelente. Também aqui o tínhamos dito: havendo sala, tem que haver programação, que é o que interessa.
Não faço ideia quem seja Matthew Brozkowski, mas recomendo o seu site sem hesitar. Para além de disponibilizar uma lista dos bares onde se pode fumar em Toronto [dá sempre jeito, não vá eu começar a fumar um dia!], oferece-nos uma série de raras actuações ao vivo dos Pixies.
Podemos ver velhos clássicos como Planet of Sound, Gigantic e Monkey Gone to Heaven quando ainda não eram clássicos, com entrevistas pelo meio, uma actuação de Frank Black com David Bowie e até as Breeders.
Não é preciso dizer mais nada para enchermos já de fumo, todos os bares do Canadá.
1. OK Computer -Radiohead 2. It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back -Public Enemy 3. Nevermind -Nirvana 4. Slanted and Enchanted -Pavement 5. The Queen Is Dead -Smiths 6. Surfer Rosa -Pixies 7. 3 Feet High and Rising -De La Soul 8. Sign 'O' the Times - Prince 9. Rid of Me -PJ Harvey 10. Straight Outta Compton -N.W.A
Estes são os dez primeiros, de uma lista dos 100 álbuns mais importantes dos últimos 20 anos, para a revista Spin.
I wanna be better than oxygen So you can breathe when you're drowning and weak in the knees I wanna speak louder than Ritalin For all the children who think that they've got a disease I wanna be cooler than t.v. For all the kids that are wondering what they are going to be We can be stronger than bombs If you're singing along and you know that you really believe We can be richer than industry As long as we know that there's things that we don't really need We can speak louder than ignorance Cause we speak in silence every time our eyes meet.
On and on, and on, and on it goes The world it just keeps spinning Until i'm dizzy, time to breathe So close my eyes and start again anew.
I wanna see through all the lies of society To the reality, happiness is at stake I wanna hold up my head with dignity Proud of a life where to give means more than to take I wan't to live beyond the modern mentality Where paper is all that you're really taught to create Do you remember the forgotten America? Justice, equality, freedom to every race? Just need to get past all the lies and hypocrisy Make up and hair to the truth behind every face That look around to all the people you see, How many of them are happy and free? I know it sounds like a dream But it's the only thing that can get me to sleep at night I know it's hard to believe But it's easy to see that something here isn't right I know the future looks dark But it's there that the kids of today must carry the light.
On and on, and on, and on it goes The world it just keeps spinning Until i'm dizzy, time to breathe So close my eyes and start again anew.
If i'm afraid to catch a dream I weave your baskets and i'll float them down the river stream Each one i weave with words i speak to carry love to your relief.
Enquanto procura por canções online para renovar o apoio musical do blog, a Sombra descobriu esta pérola: a interpretação ao vivo de The Lake, de Antony and the Johnsons. Uma actuação no Circulo de Bellas Artes de Madrid, em Março, pouco antes do americano andrógino vir a Portugal.
Tenho na arrecadação, a encher um dos gavetões, dezenas de cassetes de audio, gravadas com muita paciência [agora é bem mais fácil] para ouvir no carro. Algumas delas têm a fita torcida nalgum ponto, uma ou outra está colada onde a mesma se partiu e duvido que toque, quase todas estão identificadas por um simples número num canto, junto à marca do carro da altura.
Apesar de algumas reclamações insistentes, não consigo desfazer-me delas. Correspondente àquele número, na caixa, numa caligrafia que já mal percebo [também aconteceria, se tivessem sido escritas ontem], há uma lista de canções desalinhadas e de nexo pouco evidente - quem colocaria Metallica, Roger Waters e Smiths juntos?! -, mas que me acompanharam em grandes viagens, com o carro em andamento ou parado.
Para quem tem uma memória de merda como eu [há que dizê-lo com frontalidade, nunca consegui jogar xadrez] as canções - naquela ordem específica - são como um elixir cognitivo, uma máquina de nostalgia.
Mais tarde, os CD substituíram as cassetes de chromio, mas o processo é parecido - um número e uma lista de canções avulsas, nunca mais que três ou quatro por banda, colocadas de modo a ter momentos de adrenalina e outros mais calmos, para evitar sobre-excitação e pé pesado no acelerador.
Já há uns tempos que não gravo um novo CD, mas o último - Mégane 1 - reza assim:
- 40 ft, Franz Ferdinand
- No One will ever Love You, The Magnetic Fields
- Banquet, BlocParty
- Please Please Please, Fiona Apple
- Fogma, Groove Armada
- Alegre 2003, Truby Trio
- I Will Survive, Cake
- 14th Street, Rufus Wainwright
- Toxic Girl, Kings of Convenience
- Auf Asche, Franz Ferdinand
- Washington DC, The Magnetic Fields
- Small Song, Lhasa
- Twilight, Elliott Smith
- Better version of Me, Fiona Apple
- Going Under, Rockers Hi-Fi
- Tulips, BlocParty
- Tell Her Tonight, Franz Ferdinand
- 11:11, Rufus Wainwright
- [Crazi For You But] Not that Crazy, The Magnetic Fields
- Papa was a Rodeo, The Magnetic Fields
Ai, se eu contasse o que aconteceu no outro dia, entre a Twilight e Better version of Me...
Entretanto, prosseguem os trabalhos para transformar este blogue num programa de rádio.
Descansem-se as alminhas que eu não falo. Vou dar música.
Haverá muita música para ouvir, onde agora só há uma canção - ali na coluna dos links, assim que o Raxor [a.k.a master Fung] crie o código e me explique como funciona.
Love is like jazz You make it up as you go along and you act as if you really know the song but you don't and you never will so you flaunt your mistakes and you make them until they were you Love is like jazz the same song a million times in different ways "Strange Fruit" with and without wind chimes It's divine It's asinine It's depressing and it's almost entirely window dressing but it'll do.
It makes you blind, it does you in It makes you think you're pretty tough It makes you prone to crime and sin It makes you say things off the cuff It's very small and made of glass and grossly over-advertised It turns a genius into an ass and makes a fool think he is wise It could make you regret your birth or turn cartwheels in your best suit It costs a lot more than it's worth and yet there is no substitute.
They keep it on a higher shelf the older and more pure it grows It has no color in itself but it can make you see rainbows You can find it at the Bowery or you can find it at Elaine's It makes your words more flowery It makes the sun shine, makes it rain You just get what they put in and they never put in enough Love is like a bottle of gin but a bottle of gin is not like love.
Dedico-me a um bom disco como a um livro de que gosto muito. Enquanto o oiço, não faço mais nada e enquanto o estiver a ouvir, não oiço mais disco nenhum.
Mas tive que abrir uma excepção desta vez, ou melhor duas excepções. Não consigo parar de ouvir, quase canção sim/canção não, estes três álbuns:
Assim que meto o primeiro na gaveta da aparelhagem, duas ou três canções de êxtase depois fico ansioso pelas canções dos outros dois [que são três, já que um é duplo] e toca de mudar o disco. Tive que copiá-los para o PC e agora faço-lhes um autoDJ, que baralha as canções ao acaso.
Não foi combinado pelos artistas, e até vão dizer-me que não têm nada a ver uns com os outros, mas garanto que esta tripla coisa funciona muito bem nos meus ouvidos.
Já todos sabiam como fazê-los, muitos estavam fartos de os postar, outros achavam até que eles iam contra a essência dos blogues e recusavam-se, mas eu continuava sem saber como criar e publicar um post-musical.
A Carla de Elsinore chegou a publicar instruções de uso, passo a passo, e nem assim.
Só graças à infinita paciência da Cátia Mourão [a.k.a. Sombra], co-autora do template deste blogue, já está disponível uma canção dos Bloc Party na coluna direita dos links, depois do avatar. É só carregar em play.
Continuo sem perceber onde se obtêm ou alojam as músicas, nem sei como fazer uma rádio on-line no blog, mas este é um passo em frente.
Lá diz a Sombra: o HTML é como Matemática sem números. Mas o Substrato já não é um blogue sem música.
Os Bloc Party tinham duas coisas a seu favor, dois argumentos de peso: a referência do meu 'broitter' Eddie Baby e o facto de viverem no meu querido Shepperd's Bush, no west side de Londres. E para aumentar a curiosidade, um pouco de compaixão: tratava-se de uma banda mesclada que enfrentara sérias dificuldades para conseguir editora.
'Ripei' todas as canções disponíveis no Kazaa: She's hearing voices, Helicopter, So here we are, Positive Tension e Banquet. Quis lá saber dos direitos de autor ou dos vírus anexos. Aquele singelo EP - Silent Alarm - assim sem ordem nem nada, nem capa ou textura, era uma delícia. E falei deles aqui no blog, porque mais ninguém - para além do Eddie - parecia sensível ao imenso talento. Só muito tempo depois apareceram referências à banda, em revistas de música, mas sempre para os rotular como os próximos Franz Ferdinand, no terreno noviço do ArtRock britânico. Sabia de mim para comigo que estava perante muito mais que isso, e só esperava que o sucesso [que haveria de chegar] não os afectasse.
Finalmente, uns meses depois, oiço que são um estrondo nos Estados-Unidos, onde arriscaram uma digressão. Bolas, pá! Quantas bandas podem gabar-se de encher sempre os bares do South by Southwest, cinco noite seguidas, e repetir a dose no gigantesco Metro, de Chicago, com tão poucos originais editados [ainda por cima, pela independentíssima Dim Mak]?
No site da banda estão disponíveis algumas canções para audição. E o disco é um dos melhores investimentos que se pode fazer, na FNAC mais próxima. Ou mesmo o melhor.
Algures na conturbada puberdade, para tentar compreender a existência, concebi uma rudimentar base de justiça própria. Era algo que me ajudava a justificar os porquês dos acontecimentos, as atitudes das pessoas, a sua personalidade e os seus actos, etc.. Escrevi sobre isso num post antigo.
Mas Tori Amos abalou a teoria de forma avassaladora.
Dizia essa minha Lei da Compensação que uma pessoa não podia ser, simultaneamente, bonita, talentosa e inteligente. E que tudo o que acontecia era correspondido por algo equivalente, mas contrário - para equilibrar a balança. Só assim o mundo seria justo. Mas a visão de Tori, na capa de um disco, e a audição do mesmo, numa loja da baixa, subverteu tudo isso.
Simplesmente linda, comprovadamente genial, dona de uma voz doce e potente, como só em sonhos. Ainda por cima apenas eu me apercebera disso, no meu círculo de amigos. O que dava ainda mais força à descoberta.
Tentei compensar o fracasso da tal Lei, de alguma forma, com o facto de Tori ter sofrido muito, na vida. Cantava em bares pouco recomendados desde muito nova, longe do reconhecimento e do sucesso, e foi violada depois de uma actuação. A infelicidade seria a paga, por tanta sorte genética, pensei.
Mas não havia volta a dar-lhe.
Evidentemente, Tori Amos está na categoria restrita dos seres humanos superiores, que se destacam naturalmente...
É a mesma perfeição que encontro nas mulheres por quem me apaixonei.
Moons in June I've given up on that stuff Arms have charms but I've no hope of falling in love
The rest of life pales in significance
I'm looking for somebody with whom to dance With whom to dance? With whom to dance? I'm looking for somebody with whom to dance.
Rings and strings What use have I for these things? Bells and carousels I'd just be fooling myself.
And you You look like heaven
An angel who stepped from a dream 777 times lovelier than anything I've ever seen.
[O vídeo-clip desta canção dos Magnetic Fields está disponível na coluna direita dos links deste blog, logo por baixo do avatar de BD, calcando em Watch]
Não estava frágil naquela noite, nem sou pessoa de soluçares fáceis, mas chorei quase convulsivamente no último concerto que vi de Carlos Paredes, na Aula Magna.
Estive mergulhado em catarse e meditação o concerto todo, mas a dada altura a melancolia da música tornou-se grito e rasgou-me o peito. E chorei.
Não podia disfarçar os olhos brilhantes, o rosto avermelhado e o nariz ranhoso que me acompanhavam à saída. Mas também um riso rasgado.
Como essa comoção que senti, gosto de recordar a humildade com que Paredes interrompeu uma das canções e pediu desculpa por uma nota falhada [que poucos terão notado]. Depois dos aplausos efusivos, a que reagiu com um sorriso tímido, voltou a baixar a cabeça junto à guitarra e recomeçou a melodia do início. Porque a música, para ele, tinha que ser perfeita.
Hoje estou triste, porque me lembrei que Carlos Paredes faria 80 anos por estes dias.
E voltei a chorar, esta tarde, aos primeiros acordes do Espelho de Sons, que guardo em vynil sem mácula. Só que aquele meu choro da Aula Magna, era de felicidade extrema.
Bob Marley faria 60 anos este Domingo. Para assinalar a data, as galerias londrinas Proud [em Camden Town, perto do mercado] exibem uma série de fotografias do mítico cantor jamaicano, muitas delas nunca mostradas ao público.
É impossível olhar para elas, para ele, e resistir ao impulso de pegar num disco de reggae e pô-lo a tocar bem alto. Faltam-me é mortalhas...
Acabadas as festas, o meu 'cunhado' Dudu [a.k.a. Eddie Baby] regressou a Londres. Desta vez, leva o coração cheio.
Como é hábito, deixou-nos as últimas novidades da terra do smog: Razorlight e Blocparty.
Os primeiros coloquei de imediato na coluna da direita do blog, para ouvir e ver. Os segundos, são já uma paixão assolapada, mesmo com apenas uma mão cheia de canções disponíveis.
Quarteto muli-racial a laborar no chamado art rock, os Blocparty ainda não são muito conhecidos fora do meio londrino...
Espero que não se estraguem, quando a fama aparecer.