julho 08, 2007Canela por cimaCinnamon. It should be on tables in restaurants along with salt and pepper. Anytime someone says, "Ooh, this is so good - what's in this?" the answer invariably comes back, "cinnamon." Cinnamon. Again and again. Jerry Seinfeld Bem hajas por teres vindo. Adeus. julho 04, 2007FoundAssim que acabar esta, dedicar-me-ei a ver de rajada [com intervalos estratégicos] a série que mais surpreendeu nos últimos tempos. julho 03, 2007The Girls![]() Em fim-de-semana de blockbusters estridentes e divertidos, destaco esta estória dividida em cinco partes. Depois de Blue Car, Karen Moncrieff volta a escrever e a dirigir um pequeno grande filme [como eu gosto deles!], apoiado num casting soberbo de onde destaco Rose Byrne e Toni Collette. Cinco estórias cruzadas mostradas com rudeza, raiva e dor. No feminino. junho 29, 2007Filmes para sempreAssumidamente shallow, uma lista de 1000 filmes para ver, ou rever, antes de morrer. Há até uns quizz para testar as lacunas. Para breve, mil discos para ouvir e mil livros para cheirar... Simpson
Isto sou eu, qual personagem dos Simpsons, feito no site oficial do The Simpsons movie. Um deles desenhado por mim, o outro desenhado pela MissFile. É provável que passe a postar bastante menos, já que passarei a frequentar o ginásio três vezes por dia, sete dias por semana. junho 28, 2007junho 14, 2007Top 10 - século XXI![]() 1. Amores Perros, Alejandro Gonzáles Iñarritù Diz o desafio que o limite é de um filme por realizador, de 2000 para cá. junho 12, 2007PazPouquissimas "caixas" de supermercado terão o talento e o jeito de Paz Vega, e ainda será mais raro encontrar no jardim da cidade, seja ela qual for, raparigas cultas e soltas como a Eglantine Rembauville. Mas partamos do princípio que as há, e que seria possível que uma estrela de Hollywood se cruzasse numa vida banal e azarada e a transformasse, antes de voltar a desaparecer nos ecrãs de cinema. Esse é o princípio do pequeno grande filme 10 Items or Less, onde Morgan Freeman mostra que é um grande actor mesmo a fazer comédias, mesmo a fazer dele próprio. junho 04, 2007PerfeccionistasNão tem ainda o estatuto dos irmãos Coen, mas começo a ver David Fincher como um realizador incapaz de me desagradar. E Zodiac fica já entre os meus eleitos. Ao contrário de Seven, Fight Club e Alien 3, este é um filme fastidioso. Uma lentidão dedicada aos detalhes e obcecada pelos pormenores. Fincher filma cada passo e cada emoção de uma investigação verdadeira, em torno de um assassino mediático dos anos 60 e 70 e preocupa-se, acima de tudo, em mostrar como esse trabalho - de polícias e jornalistas - é desesperante, chato e solitário. No final, mesmo nas últimas cenas, o filme toma o partido da tese do cartoonista que escreveu o livro que lhe dá origem, mas deixa a dúvida no ar sobre a identidade do assassino. E até nisso é perfeito. junho 01, 2007Week-EndEstá aí o fim-de-semana, finalmente. É tempo de tirar as devidas lições morais da reunião de condomínio desta semana, evitar inalar gás mostarda ou outros e ir ao cinema espairecer. Ver um bom filme, com bom argumento, boa realização, bons actores, enfim, como a produção do trailer acima. maio 31, 2007tv-videoPor falar em Nip/Tuck, uma vez que ainda não chegou a Portugal 4ª temporada, aqui fica a sugestão da d*, um site onde podemos ver todos os episódios. É só escolher e esperar uns minutos pelo download. PS: Também estão disponíveis as outras séries, algumas delas quase tão boas. maio 29, 2007BisturiNunca gostei de séries de hospitais. Não foi por ter ficado traumatizado quando a SIC deu uma delas dobrada em português [Chicago Hope ou parecido], nem por achar que os argumentistas são indiferentes ao facto de os médicos serem pessoas como nós, que fogem aos impostos e se baldam do Hospital o máximo que podem para fazer render o consultório privado. Só sei que não fui à bola com ER, nem vou com Grey's Anatomy, que sempre achei melodramáticas e heróicas demais, para além de repetitivas, mesmo vistas esporadicamente. Há, no entanto, duas honrosas excepções, para além de Scrubs, feita precisamente para ridicularizar este tipo de televisão. São tão excepcionais que dificilmente podemos dizer que são séries sobre hopitais. Uma é Nip/Tuck, que se tornou um vício semanal no DVD e a outra é House, que vejo sempre que posso, mas raramente. Curiosamente, para além de tudo o resto, ambas me fazem soltar gargalhadas como poucas comédias conseguem. maio 28, 2007PirataA trilogia de Piratas das Caraíbas não passará de mero entretenimento para miúdos e acompanhantes ou gente à procura de desanuviar a cabeça e não preencher os espaços vazios. No entanto, tem Johnny Depp. Há bons actores, é um facto, uma mão cheia deles, nestes e noutros filmes, elogiados e admirados, mas depois há Depp. Nesta 3ª parte da trilogia [única que vi na plenitude das suas três horas], há duas ou três cenas em que Johnny se esquece que está num simples blockbuster de Domingo à tarde e faz uma pequena curta-metragem só sua, aproveitando um argumento e um realizador que lhe permitem tais loucuras. Ah, já me esquecia! E depois há a Keira Knightley... maio 25, 2007100 x 100Fabulosa compilação. Vilipendiado aqui. PS: a lista completa dos filmes na caixa de comentários. maio 15, 2007Last BreathPronto, pronto, eu ponho uma listinha. Neste caso, uma sequência das cenas de morte mais aterradoras do cinema. Altamente aconselhável a quem teima em não ver filmes de terror. maio 09, 2007TeiaGostei de Spider Man 3. O suficiente para quase ter esquecido que a sala estava cheia de adolescentes, pré-adolescentes e quase-bebés barulhentos e mal-cheirosos mais as suas sacas de pipocas e copos de refrigerante com palhinha. A crítica esmaga o filme, como é natural, porque Manoel de Oliveira é que é bom. Mas posso fazer alguns reparos, assinalando que se trata de mais uma adaptação dos comics. Em primeiro lugar, dá a sensação que este esteve para ser o último de uma trilogia, porque de repente surgem inimigos atrás de inimigos, do Sandman ao Venom, passando pelo Green Goblin Jr, sem esquecer o próprio Dark Spider-Man, ou o fotógrafo rival de Peter - Eddie Brock. E aí a estória perde [-se] bastante. Qualquer dessas personagens chegava para um filme inteiro, principalmente o Venom, cujo nome não chega a ser pronunciado [se bem me lembro, eu que não tenho memória], mas que tem lugar em qualquer galeria dos melhores vilões da BD. Depois, com tantos inimigos e tanta trama para encadear [de forma simples e às vezes simplista, para que o público americano percebesse] também se perde a arquirival da ruiva M. J. Watson, a loirissima e lânguida Gwen Stacy. Por último, acho que o Spidey é um bocado chorão demais, mesmo para nerd e não compro a ideia de que ele se torne um herói puro e aclamado pelos nova-iorquinos. Ainda assim, o filme sobrevive como bom entretenimento graças aos efeitos especiais magníficos [a cena de luta inicial é de uma perfeição tri-dimensional], a gags de humor bem conseguidos [a cena da tensão alta do Director do Daily Bugle ou a do Peter Parker transformado em John Travolta dos anos zero são deliciosas, bem como a do restaurante francês, com o sempre bem-vindo Steve Campbell] e do facto de serem personagens que fazem parte do imaginário de qualquer um. Venha o quatro, que o Venom deve reaparecer. maio 02, 2007Je T'AimeAdoro ver trailers. Vou sempre cedo para a sala de cinema para ver os brevemente, narrados pelos James Earl Jones wannabes. Mas tenho visto péssimos trailers ultimamente, principalmente porque desvendam o filme por completo, em vez de me deixarem com água na boca. Este e este são exemplos paradigmáticos. Já este trailer, é divinal: abril 23, 2007abril 19, 2007Atirada![]() Não valeria a pena falar de O Atirador, porque é um daqueles filmes cheios de tiros e explosões para ver num Domingo à tarde enquanto se passa a ferro sentado, ou assim, se não estiver a dar uma conferência de imprensa sobre o currículo académico do Primeiro-ministro. Mas vale a referência à excelente escolha de actores, principalmente a que levou à rapariga acima, para fazer de psicóloga do FBI. Aliás, já em The Departed se viu que a fasquia dos casting está bem alta, quando é para fazer de psicóloga de forças policiais. abril 16, 2007Auto BronzeadorPoucas coisas me agradam tanto como um bom filme de Ficção Científica. Talvez só o bolo de cenoura da MissFile. Ora, uma estória de sci-fi feita sobre o Sol, que sendo a nossa estrela e tal, o planeta central da nossa existência, nunca merecera um filme, escrita por Alex Garland e realizada por Danny Boyle, parecia abrir portas a um daqueles registos épicos cheios de momentos de beleza rara e tensão crescente. Mas não. Atá a Banda Sonora do trailer , único chamariz do mesmo, desapareceu misteriosamente. O ambiente é, no mínimo, inspirado em Alien, o argumento cola-se a Armaggedon, depois mergulha-se num misticismo paranormal sem explicação lógica, baralha-se a pouca plausibilidade que a coisa já tinha e pronto, sai-se da sala a dizer bem do Epic Movie. abril 11, 2007abril 09, 2007[ainda este mês não tinha postado uma lista]Cenas que nos fazem soltar um sonoro ouch, por mais que vejamos o filme. março 23, 2007Brito, Michelle de BritoUm dia, por mais longinquo e improvável que parecesse, Portugal haveria de ter uma boa tenista. Queira o destino que venha a tratar-se também de uma tenista boa. A bem da imagem externa, claro. março 09, 2007EscandalosoNotes on a Scandal é mais um pequeno grande filme passado em Londres. Lembrou-me Breaking and Entering, que também é uma estória de contexto fechado, ambiente restrito e delicado recorte. E o filme em que Judi Dench e Cate Blanchett são a-b-s-o-l-u-t-a-m-e-n-t-e perfeitas só não é maior, porque o trailer o estraga quase por completo. Com esta mania de me sentar vários minutos antes do filme começar e ver todos os "brevemente neste cinema", antes que a estória começasse já conhecia todos os seus detalhes e o seu desfecho. Se ainda não viste a promoção deste filme, não vejas. Percebo agora a estratégia de Mel Gibson, no trailer de Apocalypto, em que nem os actores são os mesmos do filme. março 07, 2007março 05, 2007Erre e Tê de PêA RTP comemora por estes dias 50 anos de vida. Totalmente indiferente a Merches, Malatos e Sílvias, reconheço que seria uma pessoa diferente se não tivesse convivido, numa altura em que a minha personalidade se formava, com o Vasco Granja, o Engenheiro Souza Veloso ou o Eládio Clímaco. fevereiro 27, 2007DistracçãoAcho os relógios tão perfeitamente dispensáveis no pulso de uma mulher como absolutamente obrigatórios no meu. fevereiro 19, 2007Ditador absolutoIsto de escolher um preferido tem tudo de subjectivo, mas há muito que não hesito em eleger Forrest Whitaker, no que respeita aos actores. Não deixa de ser curioso que a maior parte das pessoas só agora percebam o enorme talento, por causa do seu Idi Amin em The Last King of Scotland. Não que ele seja menos do que perfeito no papel, nada disso, mas esta é uma daquelas oportunidades que qualquer actor razoável agarraria com unhas e dentes. Ele fá-lo, como diria Paulo Bento, com tranquilidade. O argumento não era fácil, porque deixou de fora pormenores que faziam do ditador uma verdadeira aberração de carisma e de mais, digamos, fácil caracterização - Amin comia pessoas, coleccionava a cabeça de alguns inimigos de estimação numa arca frigorífica, era absolutamente tarado sexual - mas nada disso é mostrado no filme. Ainda por cima, a estória mostra o lado humano do Presidente do Uganda, quanto mais não seja o seu medo da morte e a sua utopia. Mas sem darmos por ela, Whitaker começa por fazer de nós ingénuos e crédulos, diante do líder ugandês, para nos ir assustando, aterrorizando, até darmos por nós cercados e sem saída. Em todos os papéis que me lembro, em filmes como Panic Room, The Crying Game, Ghost Dog, Bird ou Phone Boot, do mais complexo dos protagonistas ao secundário mais sóbrio, ele sempre se transfigurou sem um milímetro de exagero ou defeito para me fazer esquecer, desde os primeiros segundos, estar diante de um actor. O papel principal de The Last King of Scotland vai dar-lhe o Óscar, mas é só mais uma alínea na carreira de um actor perfeito. PS: Ah! Gostei muito do filme, ao contrário do que diz a crítica portuguesa extra João Lopes, que é o único que me merece respeito. A fotografia está longe de ser tão boa como a de Eduardo Serra em Blood Diamond, mas os actores estão todos excelentes e os factos reais em que se inspira e estória são tão impressionantes que chega e sobra. janeiro 31, 2007janeiro 30, 2007IntromissãoAnthony Minghella parecia determinado a fazer coisas em grande. Uma - The English Patient - não podia ter saído melhor, a outra - Cold Mountain - não podia ter saído pior. Mas regressou com um pequeno filme, centrado no bairro londrino de King's Cross e na estória de duas famílias que se cruzam acidentalmente. E não podia ter saído melhor, dos diálogos à escolha dos actores. Mas não me apanham no próximo pequeno filme de Minghella. janeiro 29, 2007Blood
![]() Blood Diamond devia ter sido nomeado para os Óscars. Tinha que ter sido, em vez de A Rainha, por exemplo. É um grande filme, em todos os sentidos, com uma excelente fotografia e bons actores, que dispensava um final à americana. Muito realista, se dermos desconto às partes em que Leonardo DiCaprio faz de Rambo. Mostra bem como a vida tem pouco ou nenhum valor, em certas regiões de África [no caso, a Serra Leoa de Foday Sankoh]. E como um simples diamante vale mais que todas as vidas. No meio de tanta desgraça, violência e ganância, um velho pede aos deuses para não encontrarem petróleo por aquelas bandas, aí estaríamos lixados. E o mundo seria um lugar melhor, se as repórteres fossem como a Jennifer Connely. janeiro 24, 2007Little Miss![]() Acho que nunca torci tanto por alguém como vou torcer pela pequena Abigail, lá para Março. À espera que ela grite de felicidade quando receber a estatueta. Adenda - Também vou torcer pelo meu actor preferido, nomeado por um filme que ainda não vi: Forest Whitaker, em The Last King of Scotland. janeiro 16, 2007janeiro 15, 2007BabelAlejandro González Iñarritù só tem um problema: a suprema obra-prima saíu à primeira. Dos filmes seguintes, que seriam o orgulho da esmagadora maioria dos realizadores, teve que dizer que faziam parte de uma trilogia e contratar as vedetas interessadas. Desta vez, como mostra o título, é a linguagem, ou as diferentes formas que ela assume, que faz com que as estórias se cruzem. Mas há traduções a mais. Daí que tenha que haver também uma espingarda que atravessa o mundo e as classes sociais. Felizmente, nem só os japoneses gostam de monstros peludos. janeiro 12, 2007Doutora [com as letras todas]Quando não há pachorra para a canastrice de Horatio Caine, muda-se o canal para rever uma série bastante didática. Tem também um tipo coxo e sarcástico e dá no meu prime time, depois da uma da manhã. janeiro 08, 2007Filmes do AnoAinda quase a tempo, a listinha das películas que mais gostei de ver nos últimos doze meses. Inside Man Spike Lee | Match Point Woody Allen | The Three Burials of Melquiades Estrada Tommy Lee Jones | Marie Antoinette Sofia Copppola | The Departed Martin Scorcese | Miami Vice Michael Mann | A History of Violence David Cronenberg | Me and You and Everyone We Know Miranda July | The New World Terrence Malick | Breakfast on Pluto Neil Jordan | Little Miss Sunshine Jonathan Dayton, Valerie Faris | The Squid and the Whale Noah Baumbach | Caché Michael Haneke | Babel Alejandro González Iñarritú | Le Temps Qui Rest François Ozon | Munich Steven Spielberg | Thank You for Smoking Jason Reitman | The Aristocrats Paul Provenza | Gabrielle Patrice Chéreau Os outros, não vi ou não gostei tanto. dezembro 19, 2006dezembro 05, 2006EvaVenho afastar-me de forma veemente do movimento de apoio a Daniel Craig e dos que dizem que, afinal, o actor faz o melhor Bond desde Sean Connery. For God sake! Para além de estar sempre a fazer beicinho e de parecer o porteiro do casino, o candidato a agente secreto com licença para matar nem com motivação extra consegue abrir uma grade de elevador já torcida. novembro 29, 2006Stand UpO que ele disse é inadmissível, não tem justificação, nem explicação. Mas, que diacho! Estamos a falar de Cosmo Kramer... novembro 21, 2006novembro 10, 2006outubro 30, 2006Infiltrado![]() A minha memória não é fiável, mas lembro-me de ter lido a propósito de Inside Man, que Spike Lee, agora em definitivo, já não fazia filmes sobre a comunidade negra de Nova Iorque nem sobre racismo, que se tornara um realizador sem cor, que filma temáticas universais. Devo ter visto um Infiltrado diferente, porque o filme, para além de ser um sublime policial, está cheio de racismo subtil, daquele que se escamoteia nas sociedades ditas tolerantes, daquele inconsciente que cria injustiça e obstáculos inultrapassáveis, repleto de pormenores que demonstram como uma sociedade multicultural como a nova-iorquina sofre e convive com isso. Quer na escolha dos actores e nos diálogos, quer na banda-sonora, Spike Lee continua a ser um realizador que se orgulha da cor de pele que tem, sem que isso signifique que a defenda com preconceito. outubro 26, 2006Grandes CitaçõesVai para cima de vários dias que eu não faço aqui uma lista. Esta, mostra as melhores falas do cinema, por ordem cronológica. I love that you get cold when it's seventy-one degrees out. I love that it takes you an hour and a half to order a sandwich. I love that you get a little crinkle above your nose when you're lookin' at me like I'm nuts. I love that after I spend the day with you, I can still smell your perfume on my clothes. And I love that you are the last person I want to talk to before I go to sleep at night. And it's not because I'm lonely. And it's not because it's New Year's Eve. I came here tonight because when you realize you want to spend the rest of your life with somebody, you want the rest of your life to start as soon as possible! When Harry Met Sally outubro 10, 2006outubro 04, 2006setembro 25, 2006VícioA ideia de ir beber mojitos a Havana é o sonho de qualquer um. Na companhia da Gong Li, isto é. Não, eu não, que costumo enjoar de barco. Em Miami Vice, a chinesa faz de cubana [aliás, quem se importaria de a ver como islandesa, busquímane, índia da amazónia ou alentejana?]. É certo que o Colin Farrell não chega aos calcanhares de Don Johnson, mesmo que vista fatinhos brancos de melhor corte e evite o sapato-vela sem meia tão em voga nos oitenta, mas o filme é uma lição de fotografia e uso da iluminação, numa história de amor simples e realista. O Jamie Foxx está au point, como sempre, e a Gong Li, acho que ainda não falei dela, dança bem e fala espanhol quase quase, mas mesmo quase, sem sotaque. E quem não gostaria de a fazer chorar com um orgasmo?! Os maus da fita são excelentes, principalmente John Ortiz, que tem um esgar paranóico como há muito não via [também é verdade que não o vi em mais filme nenhum] e o igualmente pouco visto espanhol Luis Tosar, senhor da falta de expressão mais expressiva que se possa imaginar. Espero que a Ana Cristina Oliveira não tenha ido na lábia do escocês canastrão. agosto 29, 2006agosto 28, 2006And now for something completely differentAs imitações nunca são suficientes, quando se conhece o original. agosto 03, 2006agosto 02, 2006julho 27, 2006julho 14, 2006julho 11, 2006julho 03, 2006junho 21, 2006junho 19, 2006junho 13, 2006Ódio
Nada a dizer. junho 08, 2006CartazOs posters de cinema que ficam para a estória. Os postais do King, por falar nisso, trago sempre dois de cada. junho 06, 2006maio 29, 2006E o 'Juventude em Marcha' tambémNem é preciso ver este filme, para saber que devia ter ganho Cannes. Wong Kar-way merece todo o respeito [Tarantino também merecia, quando presidiu ao Júri], mas se Cannes ainda fosse um festival a sério, a obra de Iñarritú tinha ganho a tal da Palma D'Ouro. E aquela coisa do prémio colectivo de representação, então... mais parece uma consolação que se deu porque ninguém merecia, de facto, ganhar. maio 05, 2006maio 04, 2006BurlescoSobre o programa de Aldo Lima Palavras Para Quê... acabado de estrear na RTP 1, digo apenas o seguinte, ainda de lágrimas nos olhos: mantenham o horário, encomendem mais e exportem. Para acabar a fama que os portugueses não sabem rir e muito menos sabem fazer rir. PS: Vá lá, este mudou para a televisão pública e não perdeu a piada. abril 19, 2006Allen Stewart KonisbergAntes que me esqueça, vou ali ao quiosque pedinchar para não trazer o pasquim também. abril 17, 2006abril 04, 2006Socorro
Elizabeth Taylor e Richard Burton, Ischia - Italia março 23, 2006março 06, 2006To Crash with RachelDepois de uma entrada hilariante, Jon Stewart conteve-se. Quis garantir o lugar no próximo ano. Chegou para estar bem melhor que todos os outros, à excepção de Billy Cristal. O CountDown deste ano foi muito bom, com muitas imagens de clássicos, temas divertidos e pouco blá blá sobre as fatiotas na passadeira vermelha [ainda assim, demasiado]. Os decotes das senhoras eram generosos e a barriga de Philip Seymour Hoffman assustadora - por isso foi à cerimónia com a mãe e dedicou a ela, o discurso da vitória. As apresentações dos prémios foram uma desgraça, com excepção para Jack Nicholson [nem precisou dizer grande coisa] e os habituais agradecimentos idem, tirando os de Clooney e Robert Altman. A música, como quase sempre, foi uma merda e faltou, desta vez, à realização mostrar grandes planos da expressão dos vencidos, se bem que não havia Bill Murray na plateia [mas não é de justiça que estamos a falar, é de showbusiness]. março 03, 2006Mas que raio quer dizer Syriana?!A poucos dias do Jon apresentar os Óscares, não contesto que continue a discutir-se com afinco o Brokeback Mountain, nomeadamente se estamos perante uma bela estória de amor ou um mero telefilme gay para Domingo à tarde. Já acho mal que poucos ou nenhuns falem de Syriana. Mais do que a questão económico-religiosa, chateia-me que não se teçam loas à brilhante performance dos actores secundários. fevereiro 28, 2006Broughtback Botto
posta da Fada fevereiro 22, 2006Perdido
Pamódi?! N ka sabi, mas durante a minha estada em Cabo Verde fiquei viciado nesta série, que passa na RTP1 ao fim da noite. E a coisa ainda não me passou... fevereiro 01, 2006KeiraEm que ficamos?! O realizador de Orgulho e Preconceito conseguiu ou não, conter a sensualidade excessiva de Keira Knightley? Nas filmagens, implorou-lhe que parasse com aquele jeitinho nos lábios, para que não tomasse de assalto toda e qualquer cena. Contratou um assistente e tudo, para lhe fazer sinais, se ela se distraísse. Mas a decisão dos membros da Academia indicia que Joe Wright... fracassou. Lá terei que ir ver a... o filme. janeiro 31, 2006Noite em ClaroAfinal, o Noite Escura não foi nomeado para melhor filme estrangeiro. Ainda não foi desta. Se ao menos o Bill tivesse vindo a Portugal mais cedo... janeiro 30, 2006Parou TudoPara mais que alguma felicidade espontânea, seriam precisos vários milhares de metros cúbicos de neve, que Lisboa não teve. Fica o marco estórico de ter visto os cristais na palma da mão.
Talvez Larry David consiga quebrar o gelo, esta noite, n' a 2. É Seinfeld sem companhia. janeiro 24, 2006segundo serviço
Ninguém imaginaria fazer a Scarlett Johansson o que Woody Allen lhe faz, em Match Point. Felizmente, faz-lhe coisas bem melhores, antes disso. O filme é perfeccionista, da banda-sonora ao humor negro, do countryside verdejante à tranquila Sheperds Bush, das salas amplas e labirínticas da Tate Modern à vista panorâmica sobre o Tamisa. Mas afinal, vale mais ter sorte, ou ser bom? janeiro 15, 2006janeiro 06, 2006Pára TudoO apresentador dos Óscares deste ano será Jon Stewart, responsável pelo Daily Show. A qualquer instante, a administração Bush deve anunciar que a transmissão da cerimónia deste ano terá um delay de, pelo menos, seis horas. janeiro 02, 2006dezembro 21, 2005Filmes do AnoOra vamos lá então, a mais uma lista, sabendo de antemão que Cavaco não viu nenhum destes filmes e que Soares só gostou dos falados em francês*: Crash Paul Haggis | The Life Aquatic with Steve Zissou Wes Anderson | Team America: World Police Matt Stone, Trey Parker | Match Point Woody Allen | A History of Violence David Cronenberg | The Constant Gardner Fernando Meireles | Million Dollar Baby Clint Eastwood | 2046 Wong Kar-Wai | Broken Flowers Jim Jarmusch | De battre mon coeur s'est arrêté Jacques Audiard | Charlie & the Chocolate Factory Tim Burton | Sin City Robert Rodriguez | Howl's Moving Castle Hayao Miyasaki | Saraband Ingmar Bergman | Closer Mike Nichols | The Motorcycle Diaries Walter Salles | Notre Musique Jean-Luc Godard | Noite Escura João Canijo | Sideways Alexander Payne | Hotel Rwanda Terry George | She Hate Me Spike Lee | The Machinist Brad Anderson São apenas os filmes que mais gostei de ver no ano que ora finda. Não foi um ano nada mau, no que à ficção diz respeito. * vide interessante diatribe de comentários, na posta anterior. dezembro 19, 2005dezembro 16, 2005dezembro 11, 2005EstrelasA revista Premiere decidiu escolher as 50 maiores estrelas de cinema de todos os tempos. Ora, se todas as listas best of são subjectivas, esta é ridícula. Os editores da revista americana consideram que Cary Grant é o maior actor de cinema que jamais existiu, antes de Marilyn Monroe e todos os demais. E Tom Cruise surge no último lugar do pódio, antes de John Wayne ou Paul Newman, por exemplo. Marlon Brando só aparece em 15º e James Dean fica-se pelo 30º, depois de... Warren Beatty. Julia Roberts também é mais diva que Greta Garbo, Grace Kelly ou Katharine Hepburn e Steve McQueen, Robert deNiro, Peter Sellers e Johnny Depp só aparecem na recta final. A lista termina com Brad Pitt, mas Sharon Stone, Bill Murray e Sean Penn ficam de fora, apesar de haver espaço para Nicole Kidman e Russell Crowe. novembro 30, 2005novembro 24, 2005novembro 15, 2005Bolas de Neve
Pergunta de Maggie a Fleischman, em Northern Exposure - o único motivo admissível para ver a SIC Mulher. Ainda que, por si só, a série justifique a existência de qualquer canal, por mais inócuo que seja o resto do dia. Só aquele episódio em que Chris constrói uma catapulta [ou trébuchet] para arremessar um piano, podia ser repetido non stop, aed eternum. novembro 14, 2005Then, you turned into a Pumpkin
Before Sunset, Richard Linklater novembro 09, 2005Little Britain
Se há profissão na qual teria sucesso garantido é a de psicólogo. Primeiro, porque sou bom a ouvir enquanto penso noutra coisa. Vou franzindo uma sobrancelha de cada vez, no momento apropriado, com o dedo indicador erguido junto à boca e o polegar a apoiar o queixo, para não bocejar, dando um ar de profunda atenção. Depois, porque consigo, mesmo estando a pensar noutra coisa, repetir a última frase ouvida transformando-a numa interjeição. Finalmente, quando e se a 'conversa amiga' não resulta, recorro à minha colecção de DVD, cuja seccção séries de TV e afins consegue destroçar qualquer aspiração a depressão aguda. Aqueles dois rapazes circunspectos ali em cima, que ainda há uns anitos faziam um programa de rádio pouco mais que impróprio para surdos, já estão a caminho da estante mais desarrumadamente organizada da casa. A forma displicente como encaro uma depressão, minha ou alheia, também contribuiria para o tremendo sucesso profissional. A minha mãe é que tinha razão... novembro 07, 2005outubro 25, 2005outubro 20, 2005outubro 12, 2005Este Amor
Fa Yeung Nin Wa, Wong Kar Way - 2000
outubro 03, 2005Vertigem vs. Atracção pela Queda
Kim Novak, in The Hitchcock Collection, volume 3 - jornal Público/Universal setembro 30, 2005setembro 29, 2005setembro 23, 2005Ilusão
setembro 17, 2005DonostiaSe soubesse o que sei hoje, tinha tirado férias por estes dias e ia ao Festival de Cinema de San Sebastian, aqui mesmo ao lado. Assim, resta-me ir acompanhando as coisas na bitácora oficiosa. setembro 16, 2005Passarada
Porque ainda há quem não tenha visto The Birds, nada melhor para começar a colecção de livro + DVD que a Universal e o jornal Público [sem edição online gratuita] lançam hoje. Afinal, este é o clássico dos clássicos de cinema de terror e o mais popular dos filmes de Alfred Hitchcock. Tem efeitos-especiais artesanais e geniais, suspense de tirar o fôlego, humor negro e sádico e muitas cagadelas [mas sem gripe das aves], que o mestre dos mestres diz ter sido inspirado pel' O Grito, de Munch. Este I volume da colecção do Público custa só 8 euros e vem recheadinho de extras, entre documentários, fotografias, curiosidades da produção e material promocional. Ainda por cima é 6ª feira, dia de Inimigo Público. Por isso, se fôr obrigatório comprar o pasquim, it's not all bad... Not bad at all. setembro 13, 2005setembro 10, 2005Keira
O realizador da nova versão do romance de Jane Austen Orgulho e Preconceito, teve que pedir à protagonista - Keira Knightley - para conter a sua sensualidade. O pouco conhecido cineasta Joe Wright confessou-lhe que ela morde o lábio de uma forma tal, que subtrai a cena e desconcentra toda a equipa. A produção teve que contratar um assistente cuja única missão é advertir a actriz quando esta se distrai e faz algum trejeito com a face. Esse assistente, ou fosse quem fosse, devia explicar ao realizador que a jovem actriz, por mais que se contenha, há-de ser sempre demasiado atraente para aquele papel. Keira é demasiado perfeita, ponto final. setembro 08, 2005Open SharapovaSe o meu dia-a-dia é sempre feito em contra-ciclo, a transmissão dos jogos do US Open tem-me trocado os horários de forma ainda mais radical.
Madrugada fora, é impossível resistir a um Agassi em canto-do-cisne caseiro, a um Blake que faz jus a um melodrama de Hollywood, a um Federer que até já perde sets e tudo, a um Nadal que percebeu que tem que crescer... E àquela rapariga russa... Ai, como é que se chama!? Aquela jovem que grita a cada troca de bola [nunca vou convencer os meus vizinhos que aquilo é só na tv] e que faz caretas deliciosas sem que eu me esforce... Olha, Maria qualquer coisa: está numa das fotografias que escolhi, se não estou em erro. Está uma delícia, este torneio americano. Agora vou dormir um bocadinho para ver se me lembro do nome da moça. setembro 06, 2005A Vida é para levar a sério
agosto 30, 2005Before You Turn into a Pumpkin
agosto 25, 2005agosto 19, 2005Pela Estrada ForaFinalmente, vai avançar a adaptação a cinema do livro On the Road, de Jack Kerouac.
Francis Ford Coppola, que andava à procura de um realizador desde 1979, entregou o projecto ao brasileiro Walter Salles, para estrear em 2007. Será mais um roadmovie, mas será o roadmovie por excelência se tiver o espírito de liberdade ao sabor do vento que encontramos no livro. Olha, aqui está um bom papel para Clive Owen. agosto 18, 2005Mais 10 cm e era PerfeitoDúvidas houvesse, o debate clarificou-se logo de início, na blogosfera - o tamanho importa. Os blogues de homens garantem tê-lo comprido, os blogues de mulheres avisam que há que ter comprido e grosso. Isso do tamanho não ser tudo é um mito sem nexo. Grande e grosso. Ora, outra das tendências que cedo se percebeu é que, para além de grande e grosso, convinha ser um Jude Law, cândido e meigo, para seduzir as autoras de blogues. Jude Law era o galã preferido dos mesmos blogues femininos que hastearam essa bandeira e inundava postas e postas de fotografias em close-up e meros Ai, Ai!, ou até sem qualquer título e justificação. Afinal, os blogues de gajos fazem o mesmo com a Mónica Bellucci e a Scarlett Johansson. Assim sendo, a questão que se coloca agora é a seguinte: como vão os blogues femininos contornar este... pequeno detalhe?! Aconselho a debater, desde já, a importância das cócegas. As carícias, a contemplação [esta, da cintura para cima, porque aqueles boxers...]. Mas também a contenção do riso. Sim, a seriedade é muito importante numa relação. Por favor, não desatem às gargalhadas... ou a chorar de vergonha. Lembrem-se que na China por exemplo, Jude Law até seria considerado um rapaz dentro da média. Há que tecer elogios à chamada cópula assistida [para que haja, ao menos, uma qualquer espécie de penetração]. Mas volto a lembrar a importância do carinho. Fica aqui lançado o debate sobre Jude Law - o eleito...zito. [As detentoras de blogues que preferem Clive Owen podem juntar-se a agosto 12, 2005Um café e um cigarroÉ certo que não gosto de café nem de cigarros, mas identifico-me perfeitamente com Coffee and Cigarettes, um filme de Jim Jarmusch sobre pessoas e a sua convivência.
O filme começou com uma brincadeira - um sketch com Roberto Benigni e Steven Wright, filmado a convite dos produtores de Saturday Night Live, um programa de culto humorístico nos Estados-Unidos. O resultado foi muito positivo e deu origem a várias pequenas estórias - sempre com, e sobre, café e cigarros. Mudam os actores, as conversas e o cenário, mas este apenas ligeiramente, com o preto-e-branco e um fétiche com padrões quadriculares a povoarem todas as 11 curtas-metragens, ordenadas cronologicamente [entre 1986 e 2003]. As minhas preferidas são, para além da primeira, Primas [com Cate Blanchett], aquela em que Tom Waits e Iggy Pop conversam sobre coisas banais e Primos? [com Alfred Molina e Steve Cougan]. Pelo filme desfilam ainda Bill Murray, Steve Buscemi e Jack e Meg White, dos White Stripes. Posso revê-lo agora, acabado de comprar em DVD de preço módico numa banca de jornais. agosto 05, 2005Mourning Marilyn
julho 29, 2005Sexo e Drogas e Rock 'n' RollNove grandes canções, noutros tantos concertos, são o mote para um filme sobre a relação amorosa entre duas pessoas.
9 songs são 69 minutos de sexo explícito, drogas duras e Rock 'n' Roll do bom, muito melhor que o resto do filme. De Michael Winterbottom [realizador do, esse sim, brilhante, 24 Hour Party People], com Margot Stilley e Kieran O'Brian. Falámos dele quando estreou em Londres, cidade onde a estória se desenrola; reforço agora que estreia por cá. Mais pelas canções, que pelo sexo explícito mainstream. julho 23, 2005Pára Tudo
Irreversible, obra suprema de Gaspar Noé, passa esta noite na RTP1. O filme é difícil de ver, mas tem que ser visto mesmo quando se desvia o olhar. Monica faz-me um Bellucci e Vincent Cassell são levados ao extremo enquanto casal. A provocação estende-se ao espectador, incapaz de suportar a dor. Que depois, numa estória contada de trás para a frente, em movimentos de câmara angustiantes, constata o que se perdeu. É certo que à hora anunciada devo estar com Ray Lema, no Monsanto. Mas é para isso que serve aquele aparelho cheio de pó que leva umas cassetes pretas enormes, especialmente quando a edição em DVD foge de mim a sete pés. julho 17, 2005No Mundo dos Filmes
Estas são as minhas preferidas de uma lista de coisas que só acontecem nos filmes, encontradas pelo Eduardo, no Nostalgia Central. julho 15, 2005Pára Tudo
Quem nunca viu coisas como Pesadelo Cor-de-Rosa, diz que Plan 9 from Outer Space é o pior filme de sempre. Outros há, como eu, que reconhecem ali a mais sublime comédia jamais feita. Realizado em 1959 pelo incompreendido Ed Wood, conta a estória de um grupo de extra-terrestres "altamente inteligente", que cria três mortos-vivos para extinguir a raça humana. A solução para salvar a Terra de tamanha tragédia? Inventar uma bomba que possa explodir o Sol. Pouco antes do arranque das filmagens, o actor Bela Lugosi morreu - um azar do caraças que Wood resolveu com mestria... Só vendo. O filme inteirinho [79 minutos, em mp4] está disponível para download no maravilhoso Internet Archive. De borla, que foi mais ou menos o que se gastou para o fazer. Não fiques invisível...
A crítica diz que a adaptação dos Fantastic 4 ao cinema não podia ser pior. Chegam a compará-lo a Elektra e Dare Devil que foram, de facto, as coisas piores que alguma vez saíu dos quadradinhos da Marvel. Mas se já sou avesso a confiar em críticos de cinema, imagina depois de ver as primeiras imagens da Invisible Girl, como aquela no topo desta posta. julho 14, 2005Why don't you go fuck yourself with a sledge hammer?!
Londres inteira parou, quando o Big Ben bateu o meio-dia. Para homenagear as vítimas dos atentados bombistas, milhões de pessoas interromperam o que estavam a fazer e permaneceram em silêncio, durante dois minutos, num gesto repetido em muitas cidades da Europa. Nos telejornais, constato sem surpresa que os únicos a desrespeitar o apelo foram os 'enviados-especiais' portugueses. Em plena homenagem, lá estavam eles a perguntar aos londrinos «Como é que se sente?». Adenda: Nos comentários, a jornalista Margarida Neves de Sousa esclarece que fez a reportagem como devia ser feita. Respeitou o silêncio. julho 12, 2005Stoned
Há muitos, muitos anos que não compro uma Playboy. E é uma pena, porque as revistas têm sempre bons artigos. O número especial da Sharon Stone com grãos de areia e gotas de sal, será guardado religiosamente. O mesmo destino não terá o DVD de Instinto Fatal 2, que mesmo com novo descruzar de pernas, não pretendo ver. julho 07, 2005O Tempo RefinaAinda que rigoroso - austero até, noutras matérias - o meu pai nunca teve uma atitude de falso-moralismo ou castração, em relação ao sexo. Apreciador de Russ Meyer, sempre me respondeu com clareza às perguntas difíceis da puberdade [tudo o que não consegui deduzir das Ginas e das gabarolices dos colegas do liceu] e nunca me vedou o acesso a todo o tipo de informação sobre essa matéria tão importante.
Não é por isso surpresa que, em vez de regalar os olhos com filmes leves como Emanuelle, eu tivesse acesso a coisas como Atrás da Porta Verde e Garganta Funda, para regalo de todos meus amigos. Só me faltou arranjar um destes belos posters, para encher de manchas. junho 28, 2005100 anos, 100 frases9. Fasten your seatbelts. It's going to be a bumpy night. - All About Eve 10. You talking to me? - Taxi Driver 12. I love the smell of Napalm in the morning. Apocalipse Now 21. A census taker once tried to test me, I ate is liver with some fava beans and a nice Chianti. - Silence of the Lambs 34. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together and blow. - To Have and Have Not 51. You have to ask yourself one question: 'Do I fell lucky?' Well, do ya, punk? - Dirty Harry 53. One morning I shot an elephant in my pajamas. How he got in my pajamas, I don't know. Animal Crackers 67. Of all the gin joints in the world, she walks into mine. Casablanca 75. I have always depended on the kindness of strangers. A Streetcar named Desire 90. A martini. Shaken, not stirred. Goldfinger O American Film Institute publicou há dias [como deu conta o Martín Pawley], as cem frases mais marcantes do Cinema. junho 27, 2005Pára Tudo
Le Sentido da Vida, talvez o terceiro melhor filme dos Monty Python, acaba de ser anunciado para A Seguir, na SIC Radical.
Até daqui a duas horas. junho 25, 2005Pornográfico, é o teu Riso
Antes de mais uma entrevista para a promoção do Salão Erótico de Lisboa, a catalã e eu trocámos impressões sobre a vida, o amor... e o sexo. E comentámos o pudor e a vergonha dos portugueses e o extremo conservadorismo encapotado, quando comparados com os parentes mais próximos - os espanhóis. A verdade é que, de repente, estavam naquele corredor alcatifado, à porta de um estúdio de rádio, cerca de 30 gajos de olhos esbugalhados, aparentemente incapazes de balbuciar uma consoante e tentando não fixar demasiado o olhar. Sortudo como sempre, menos tímido do que é costume, cruzei-me com ela à entrada do edifício e indiquei-lhe o caminho, escadas de caracol acima. Meti conversa, em português, e obtive uma simpatia extrema, em castelhano. Para além de linda [tem até os dentes ligeiramente desalinhados - uma tara minha], é culta, divertida, inteligente e bisexual activa. Contou-me que em todos os filmes eróticos que fez teve orgasmos, nem que tivesse que repetir uma cena ou prolongá-la ligeiramente. E é incapaz de dizer se gosta mais de homens ou de mulheres, porque se apaixona por... pessoas. E isso também aconteceu várias vezes, durante as filmagens. Sim, o tamanho importa. Agora realizadora e actriz mainstream, a Bibian nasceu perto de Tarragona, mas convidou-me a visitar Barcelona e a Catalunha, depois de insistir que fosse à FIL. Infelizmente, não vai poder fazer um dos seus shows, disse com um sorriso matreiro. Mas agora já não os faz tanto, lamentou - Hay muchas chicas más guapas y más jóvenes que yo. Mais jovens sim, Bibian... mas espero que cresçam! - respondi eu, antes da mais bela gargalhada que alguma vez vi a uma actriz porno. junho 21, 2005Optimus Open AirDiz o SMS, recebido ao início da noite: Põe no Substrato. Mesmo. Vem da Fada, mas também assina o Reizinho, grande guru das BP 5/12. E eu ponho, que sou tudo menos maricas. junho 12, 2005junho 09, 2005Hai que Botalos
Diz o e-mail do amigo blogosférico Martín:
Pois vai muito mal, obrigado. Quem não puder dar um salto à livraria do Bairro Alto, logo às 10 da noite, ou quiser rever algum dos filmes em casa, pode descarregar as curtas-metragens [disponíveis em wmv, avi e quicktime] no site oficial. junho 04, 2005E ISSO É COISA QUE SE DIGA?Comigo tenho Mari Alkatiri, o Primeiro-ministro de Timor... Timor que não tem - e se calhar nunca terá - um estádio como este! Intervenção de um jornalista da RTP, em directo da zona VIP do estádio da Luz, depois do jogo Portugal-Eslováquia. Ou um exemplo perfeito de apartes idiotas que não devem fazer-se antes de um pergunta sobre futebol. Pecado
Dizem que o filme não tem estória, mas eu quero ir ver. Eu já sei a estória. E já sabia que a Nancy Callahan era a Jessica Alba. maio 29, 2005maio 15, 2005Nicolau Gaiola
Para a Fada, a Brigadeirinha, a DaLheGas, a Inês e todas as mulheres que visitam este blog de «tendência obviamente machista e sexista que enoja». Ficam com o feio mais bonito do cinema, para que não se sintam discriminadas. Em breve, para demonstrar que esta não é uma excepção, uma fotografia do meu tio Orlando. maio 12, 2005Festival
Imagino o sol que deve estar, em Cannes. E o frenesim. Para além da rapariga da foto acima, estão lá a Sharon Stone, a Scarlett Johansson e aquela actriz italiana que tem um anjo de asas grandes tatuado no ventre e que faz de Courtney Love. Não sei como é que sobra tempo para ver os mais recentes de Michael Haneke, Atom Egoyan, Gus Van Sant, Woody Allen, David Cronenberg, Lars Von Trier, Jim Jarmusch e Wim Wenders. Ainda por cima com tanto sol. E a Asia Argento, que não falei dela. maio 07, 2005A debulhadora invencívelPor mais merdas que faça, e tem feito muita merda, Ridley Scott merece-me sempre o benefício da dúvida. E a eterna esperança de ver um grande filme, apesar de Blade Runner e Alien terem sido há muito, muito tempo. Valem Black Hawk Down, Thelma & Louise e Black Rain, para não ter saído sempre decepcionado do cinema. Desta vez, o alvo da expectativa é Kingdom of Heaven, ainda por cima um filme sobre as cruzadas - episódio da História que dá pano para as mangas de milhares de camisas, mas muito pouco explorado.
Para já, dois factores far-me-iam fugir do cinema como se tivesse chegado a um encontro de bloggers: ser um épico hollywoodesco que promete pouca precisão factual e... ter como protagonista Orlando Bloom. O primeiro factor irrita-me solenemente, e é apanágio dos filmes que visam a bilheteira: nem os produtores se interessam, nem o 'grande público' se importa. O segundo é um daqueles meus paradigmas: o rapazito actor parece-me insosso e inodoro, sem pinta nem estilo, mas as mulheres veneram-lhe a pele. Tenho um tio que também se chama Orlando - pequeno agricultor em Trás-os-Montes, que tem mais carisma a conduzir uma ceifeira debulhadora que o Bloom de espada do século XII na mão, mas pronto. Definitivamente, eu não dava um bom gay. Ainda assim, o filme é de Sir Scott e também tem lá o Jeremy Irons e o Liam Neeson. Tenho a certeza que a rapariga a meu lado estará embevecida. Pode sempre compensar-me a decepção, mais tarde. maio 05, 2005Le Colbérr Raporre
Como era de prever, Stephen Colbert - braço direito de Jon Stewart no Daily Show - vai ter o seu próprio programa. The Colbert Report, que deve ser lido com sotaque francês, terá meia-hora diária e vai para o ar na Comedy Central, logo a seguir a Stewart e companhia. Com um convidado por noite, o programa vai fazer o mesmo que o Daily Show faz em relação às notícias, mas para troçar o próprio conceito dos talk-shows, tão populares na América. Lá para o Outono, os mpeg. neste blog. abril 25, 2005abril 21, 2005Kids with Cameras
O emocionante documentário Born into Brothels - de Zana Briski e Ross Kaufman - inaugura esta noite o festival de cinema IndieLisboa. Exibição interdita a meninos pobres. abril 14, 2005Só ele sabe, porque não ficou em casaA poucos segundos do arranque do Sporting-Newcastle, o jornalista da RTP Pedro Martins descreve uma bandeira gigante hasteada pelos adeptos leoninos e diz que a mesma «representa a Praça do Comércio... onde costuma estar a estátua de D. José». Espero que a presença em Alvalade de sua majestade himself, com cavalo de bronze musgado, pedestal de granito e mármore, e tudo, seja bom augúrio para o jogo. abril 09, 2005Asia LoveTenho sérias dificuldades em concentrar-me na trama de um filme com a Asia Argento. E quanto mais o revejo, pior fica, porque ela só melhora. Por isso aguardo com expectativa, o novo filme de Gus Van Sant - Last Days. Argento fará de Courtney Love e o filme, está bem de ver, conta os últimos dias da vida de Kurt Cobain, ainda que o personagem principal se chame Blake [interpretado por Michael Pitt - irmão de Brad]. A obra será apresentada no Festival de Cannes e, garante Van sant, não pretende lançar polémicas sobre o suicídio, ou não, do líder dos Nirvana. O filme é apenas a visão muito particular que o realizador fez da vida de Kobain, principalmente dos atormentados momentos que antecederam a sua morte, em Abril de 1994. Muito possivelmente, o facto de Asia surgir loira e de olheiras no queixo ajudará à minha concentração. Mas não é certo. abril 02, 2005A Verdade enganaO que tem verdadeiramente piada no 1º de Abril são as notícias falsas inventadas pelos media, que depois são dadas como verdadeiras pelos concorrentes. Mas o contrário também acontece. Apesar de ser sabido há mais de uma semana, a Reuters noticiou ontem que José Mourinho vai ter o seu próprio programa de televisão - um programa mensal, dividido com o jornalista Pedro Mourinho, a estrear na SIC, no próximo dia 18. Só que os ingleses deduziram que se tratava da piada de April's Fool da Agência noticiosa.
E houve até quem fantasiasse que o árbitro sueco Anders Frisk seria o primeiro convidado desse programa televisivo. [Esta parte já é mesmo falsa, uma vez que o único convidado do talk-show mensal de Mourinho será... ele próprio.] Mas a piada não fica por aqui. Um dos tablóides 'dourou a pílula' e avançou ainda que o recente castigo aplicado pela UEFA, levou o português a pedir a Abramovich [patrão E lá pude ouvir em rádios portuguesas que José Mourinho estava a caminho do Benfica. março 13, 2005Sexo e Drogas e Rock 'N' RollPor falar em sexo...
9 songs, de Michael Winterbottom, estreou em Londres com furor, este fim-de-semana. Vamos aproveitar o sorriso deixado pelo apelido do realizador e espreitemos o site oficial do filme, enquanto ele não estreia por cá. Podemos ver pequenos clips do mesmo e ouvir algumas das tais nove canções que fala o título - compostas por Franz Ferdinand, Primal Scream, Dandy Warhols ou Black Rebel Motorcycle Club. Apesar do X a vermelho que se sobrepõe às imagens, é impossível não reparar que há cenas de sexo explícito e sem tabus, a rodos [entre Kieran O'Brian e Margot Stilley]. Espera-se, no entanto, que o filme seja mais que a mera contemplação de nove quecas, ao som de um boa banda-sonora. março 09, 2005A Bela, ou o Monstro?Talvez seja um filme para mentes perversas, para voyeurs sádicos, ou talvez seja uma parábola sobre o amor e a solidão. Será ambos, numa mistura inquietante de beleza e horror.
Audition brilhou no Fantasporto há uns anos [mas ninguém deixou a sala a meio da exibição, como em Cannes] e deu a conhecer ao ocidente Takashi Miike - realizador frenético que faz uma média de 5 longas-metragens por ano, entre video, televisão e cinema. Como o título indicia [em português ficou-se por Anjo ou Demónio, que estraga muito do suspense], o filme começa com um casting de actrizes, conduzido por um pai viúvo que já foi vedeta da TV, para um filme que ele não tem qualquer intenção de fazer. A escolhida é a bela e sossegada Yamazaki, de quem nada se sabe, mas que parece aceitar o papel de esposa. O DVD de Audition pode ser adquirido em qualquer quiosque por 7 euros, numa colecção que assinala os 25 anos do Fantasporto. fevereiro 27, 2005Adaptação«Tu és aquilo que amas, não o que te ama a ti.» Nós somos o que amamos. Vivemos do amor que sentimos. Mas na fase do crescimento emocional, da formação da personalidade, nós somos o que significamos para os outros. Ser amado nessa altura cultiva-nos o ego, a auto-estima, a ambição... e a própria capacidade de amar. O contrário torna-nos inseguros, medrosos e... frios. Somos aquilo que amamos. Mas seríamos capazes de amar perdidamente, se ao longo da vida nunca tivéssemos sido amados? E a cada desilusão, a cada coração partido, essa capacidade de amar não diminui? Quantas vezes é preciso ficar mal-de-amor, para deixar de [ser capaz de] amar? Quantas vezes é preciso amar, para encontrar o grande amor? fevereiro 18, 2005Sempre a Ver
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